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Aumento da exclusão força governo a planejar

Plano para População em Situação de Rua é debatido

A Gazeta.Net mostrou um pouco da realidade de quem mora e sobrevive na ruas de Rio Branco. A prefeitura tem um relatório que aponta 245 pessoas nessa situação, mas, durante um encontro patrocinado pelo Governo do Estado, nessa sexta-feira, o representante do Movimento de Pessoas que Vivem em Situação de Rua, Rudson Nunes, denunciou que esse número é o dobro. Segundo ele, em Rio Branco, existem, no mínimo, 500 pessoas que passam o dia e noite nas ruas da Capital.

Ele revelou os detalhes do problema aos gestores públicos presentes à audiência realizada para montar um Plano Estadual para a População em Situação de Rua. Para Rudson Nunes, o grande problema para o aumento desse tipo de exclusão não é a droga, mas a falta de políticas públicas eficazes que evitem problemas financeiros, psiquiátricos, de família e alcoolismo.

Durante o encontro, Rudosn Nunes cobrou mais dignidade para os moradores de rua e para quem vive sem situação de rua. Ele pediu que os serviços essenciais sejam oferecidos as essas pessoas que excluídas e marginalizadas.

Ele lembrou que esses serviços, na maioria das vezes, são negados pelo poder público, aumentando ainda mais o flagelo de quem vive sem nenhuma dignidade e segurança. “Quando vamos a um hospital somos destratados porque estamos sujos. Não existe respeito e, sem tratamento, adoecemos ainda mais. Quando buscamos qualquer serviço nos é negado”, reclamou.

A vice-governadora Nazareth Lambert disse que a audiência pública é uma forma de montar um Plano Estadual para a População em Situação de Rua. “É justamente buscar saídas para os problemas dessas pessoas que perderam os vínculos familiares e que hoje se encontram em situação de vulnerabilidade, na qual a melhor saída é montar programas que tragam a socialização”, advertiu.

Longe da realidade das pessoas que vivem e dependem do que conseguem nas ruas, o governo tenta, no plano, levantar temas como: educação, saúde, cultura, moradia e renda para os moradores de rua. Mas, até o que foi discutido e colocado no papel se transformar em algo prático pode levar algum tempo, ou nunca chegar.

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