02-06-21 barranco-na-eta-2-esta-desmoronando

Desbarrancamento na ETA 2 pode deixar 60% da capital sem água

Prefeitura se prepara para assumir o abastecimento da capital

Um barranco na Estação de Captação está cedendo em uma extensão de 200 metros, a movimentação da terra ameaça levar os tanques e a casa de força da estação, dependendo do desbarrancamento pode afetar as bombas e as estruturas da captação deixando 60% de Rio Branco sem abastecimento de água.

Uma obra na caça de força precisou ser interrompida, as máquinas também não podem se movimentar, os geólogos descobriram que até a parte alta da captação pode desabar, a água de um açude que está na parte mais alta está sendo retirada para evitar que a terra fique encharcada e auxilie a movimentação de terra no barranco. Apesar dos cuidados, essa parte do barranco pode descer para o leito do rio a qualquer momento.

De acordo com Alan Ferraz, diretor operacional do Departamento Estadual de Água e Saneamento (Depasa) um plano de emergência já está sendo preparado. “Estamos traçando um plano emergencial caso venha a colapso, é um bloco muito grande e se ele vier a descer a gente vai fazer a captação jogando direto na estação de tratamento, o que vai aumentar um pouco o uso de produto químico, porque o material vai chegar com maior turbidez e acaba tendo que gastar mais para poder fazer o tratamento”, explicou.

A informação do desbarrancamento e o risco de desabastecimento de água em boa parte da capital vêm quando a prefeitura de Rio Branco se prepara para assumir o sistema. Até o dia 30 de junho o Governo do Estado deverá ter repassado todos os dados para o Sistema de Abastecimento de Água de Rio Branco (Saerb), que vai voltar a cuidar do abastecimento da capital. E em 30 de outubro o município será responsável por levar água aos lares e comércios.

Em um primeiro momento, a prefeitura vai precisar ter em caixa R$ 4,5 milhões para manter o sistema funcionando, o abastecimento de Rio Branco tem um custo anual de R$ 3,8 milhões, e a arrecadação do Depasa é de apenas R$ 2 milhões, o restante do dinheiro o município terá que bancar.

O Depasa deixou de colocar hidrômetros em um terço das residências, a prefeitura garante que tem os recursos para bancar e melhorar o sistema e por isso vai arrecadar mais.

A presidente do Saerb, Pollyana Souza garante que o problema do Depasa vem acontecendo durante anos e que o município sempre foi informado a respeito da situação. “Isso é um grande problema que vem acontecido durante os anos e o Depasa sempre deixou o Saerb e o município ciente, está dentro do nosso planejamento estratégico atacar essa questão para isso à gente está com programa de recadastramento para conhecer de fato quantos hidrômetros a gente tem e qual é o estado dos hidrômetros para que a gente possa ter uma maior eficiência nessa medição” explicou.

De acordo com Pollyana o governo prometeu entregar novas bombas para captação e distribuição e espera que a estação da ETA 2 que está com risco de desabar seja entregue funcionando.

“Vai dar tudo certo nós receberemos de forma muito correta e funcionando essa ETA e estamos já programando um novo projeto mais eficiente com tecnologia mais inovadora, para que a gente não tenha esse problema futuramente” concluiu.

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