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Basa busca inadimplentes em comunidade rurais

André Vargas: explicando que vale a pena negociar

Superintendente do Banco da Amazônia no Acre, André Vargas, tem feito reuniões regulares com produtores rurais. Em todo o Acre. A busca ativa tem justificativa numérica: são mais de 10 mil “operações enquadradas”. Traduzindo: devedores.

A maior parte é formada por pequenos agricultores. São representantes da agricultura familiar, descapitalizados e que enfrentam a rotina de superar os já conhecidos gargalos da infraestrutura do setor produtivo.

Na pasta que leva nas reuniões, André Vargas, tem um portfólio de negociação difícil de encontrar em instituições financeiras. “Há casos em que há desconto de até oitenta e cinco por cento de desconto para quitação da dívida”, defende. “Uma situação dessas nós vamos demorar a ver. Eu desconheço”.

O esforço do gestor tem justificativa. O volume que a busca ativa tenta repor se aproxima dos R$ 638 milhões. A lei que fundamenta essa renegociação (lei 13.340/2016) foi aprovada no plenário do Senado em setembro do ano passado. É uma lei de vida curta: tem prazo para que as renegociações ocorram até 29 de dezembro deste ano.

A adesão do pequeno produto familiar tem sido abaixo do esperado e do necessário. Por isso, o esforço da direção do banco em ir em busca do produtor.

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