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Câmara recua e acompanha veto do prefeito

Empresas não são obrigadas a manter cobradores

Após ser aprovado na Câmara, o projeto do vereador Marcelo Jucá que previa o retorno dos cobradores de ônibus para suas funções, o prefeito Marcus Alexandre vetou a medida.

E, ao contrário do que ocorreu anteriormente, por maioria dos votos (8 a 7), os vereadores decidiram manter o veto na última sessão do ano na Câmara de Vereadores.

O que favoreceu essa mudança repentina foi o voto da vereadora Roselane Sports, que antes se absteve, mas, após reunião com parlamentares da base de situação, decidiu reforçar com o veto.

“Porque se derrubar o veto a passagem vai ter que subir, mas o mais importante o nosso prefeito merece sim, que nós também confiemos nele”, disse a vereadora do PRP, Roselane Sports durante a votação.

Segundo o líder do prefeito na Câmara, vereador Gabriel Forneck (PT), esse projeto é inconstitucional e não há como obrigar as empresas a retornar com o serviço dos cobradores.

“Nosso parecer é um parecer técnico com relação a esse tema. Nós sabemos que existem muitos problemas no transporte coletivo. (…) Eu voto tranquilo com relação a essa matéria eu voto pela manutenção do veto é a orientação que a gente passa pra base”.

Para o vereador Marcelo Jucá (PSDC), autor do projeto que traria de volta os cobradores, o ato foi desleal por parte da prefeitura. “As pessoas estão aqui pedindo apoio à mesma prefeitura, à mesma RB Trans que disse aqui nesse documento que não ia fazer isso. Argumentam que se trouxerem de volta os cobradores vai aumentar as passagens de ônibus, mas o próprio prefeito foi à televisão dizer que ninguém seria demitido”.

A vereadora Lene Petecão também foi contrária ao veto. “População, tá aí o presente de Natal. Vai continuar andando nesses ônibus poeirentos, sem cobrador, colocando em risco a vida das pessoas”.

A situação evita que os 500 trabalhadores demitidos voltem aos seus postos de trabalho. Alguns usuários do transporte público foram acompanhar a votação. Entre eles, cadeirantes, que se sentem prejudicados com a falta de um profissional que realize essa função de cobrador dentro do coletivo.

“Infelizmente nós passamos por dificuldades, na hora de embarcar e desembarcar, tanto pela sociedade que, às vezes, não entende que o motorista tem que fazer esse trabalho sozinho, então sobrecarregou pra eles e pra gente ficou complicado”, disse o vice presidente da Apadec, José Aurismar, que é cadeirante.
Veja como cada um dos vereadores votaram

Favoráveis ao veto:

Roselane Sports (PRP); Alonso Andrade (PV); Fernando Martins (PCdoB); Gabriel Forneck (PT); Graça da Baixada (PT); Manuel marcos (PRB); Roger Corrêa (PSB) e Ismael Muniz (PT) que havia faltado na sessão da aprovação do projeto.

Contrários ao veto:

Antônio Morais (PT); Clézio Moreira (PSDB); Fabiano Oliveira (PP); Lene Petecão (PSD); Marcelo Jucá (PSDC); Rabelo Goes (PP) e Raimundo Vaz (PR).

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