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Câmara reforça debate sobre aplicativo Uber

Audiência pública expôs diferenças de interesses

Pela primeira vez, mototaxistas, taxistas, OAB e defensores do Uber ficam frente a frente para debater o tema. O encontro aconteceu na manhã dessa segunda-feira durante audiência pública realizada pela Câmara de Rio Branco.

Enquanto o Congresso discute a lei que permite o uso do aplicativo Uber como transporte alternativo, o serviço vai crescendo pelo país. No Acre, por enquanto, ainda não têm veículos cadastrados no serviço que é acionado por um aplicativo no tablet, computador ou celular.

O Sindicato dos Taxistas, naturalmente contra, faz as contas dos prejuízos caso o Uber comece a operar em Rio Branco. Dados foram repassados aos poucos vereadores que foram à audiência pública.

Segundo Esperidião Teixeira, presidente do Sindicato dos Taxistas do Acre, vai ser difícil segurar o serviço. Por isso, está alertando a toda a classe: “Eles vão ter que usar a tecnologia para não perder os clientes e concorrer direto com o Uber. Precisamos de aplicativo que facilite a pessoa que usa o táxi”, salientou.

O representante no Acre da Federação dos Taxistas e Mototaxistas, Pedro Mourão, ainda acredita que o Congresso Nacional não vai aprovar a lei que permite o Uber, que, segundo ele, vai competir diretamente com os profissionais que estão no mercado e que pagam taxas e impostos para poder trabalhar.

“Algumas prefeituras estão barrando esse serviço que quer começar sem uma lei que ampare. Precisamos reagir contra esse serviço que vai tirar renda de outros trabalhadores”, reclamou.

Já a Associação dos Jovens Empreendedores fez a defesa do Uber como uma forma de melhorar o trânsito e até mesmo ajudar o consumidor que vai ter um serviço de transporte mais barato que o taxi e o mais seguro que o mototaxi.

“Temos que discutir o que é melhor para a população. Se sentarmos e discurtirmos buscando os prós e contras dá para todos trabalharem”, disse Tiago Cabral representante da Associação dos Jovens Empreendedores.

O representante da Comissão de Defesa do Consumidor da Ordem dos Advogados do Brasil, Stephano Quintiliano, explicou que é praticamente impossível impedir que o Uber comece a operar em Rio Branco. Não existe uma lei que garanta o serviço, mas, também não existe norma que a proíba.

Na audiência pública realizada na Câmara, ficou de fora da discussão o principal interessado: a população que usa o serviço de transporte.

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