Vereador diz que tem a “consciência tranquila” de que não cometeu crime

Célio Gadelha teve o mandato cassado por abuso de poder econômico

A decisão da cassação do mandato do vereador Célio Gadelha, do MDB, saiu no final da tarde dessa terça-feira (28). O juiz da 1a zona eleitoral, Gilberto Matos de Araújo, decidiu ainda que o parlamentar fique inelegível por 8 anos, e os 1.293 votos que o vereador obteve na eleição de 2020 foram anulados.

No dia 4 de dezembro do ano passado, 19 dias após o primeiro turno da eleição, a Polícia Federal cumpriu mandado de busca e apreensão na casa do vereador. Pesava contra ele a acusação de compra de votos. O irmão do parlamentar teria participado de uma reunião em uma empresa de atacados da cidade e distribuído dinheiro junto com material de propaganda.

De acordo com a sentença do magistrado, as imagens comprovam que houve o abuso do poder econômico e a captação do voto de forma ilícita. Em sua defesa, Célio Gadelha disse que não cometeu crime algum, nem estava presenta na hora em que as imagens mostram a possível compra de votos. Mas, para o juiz não existem dúvidas de que o irmão do parlamentar representava o candidato naquele momento.

O vereador, em gravação de áudio, disse a equipe de reportagem da TV Gazeta que está tranquilo, não comprou votos e que vai recorrer da decisão judicial. “Eu tenho a consciência tranquila de que não cometi nenhum abuso de poder econômico e nenhuma compra de voto. Meu advogado já entrou com recurso, nós vamos continuar no mandato e aguardar que meu processo vá para o Supremo Tribunal”, disse Gadelha.

Enquanto recorre da decisão de primeiro grau, Célio Gadelha continua na cadeira de vereador, e caso perca a causa nas cortes superiores, quem assume é João Marcos Luz, atualmente diretor da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito de Rio Branco (RBTrans).

Informações do repórter Adailson Oliveira

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