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Cesário Braga tem missão de “resgatar” PT

Retomada de relação com movimentos sociais é desafio

André Kamai não é mais o presidente do Diretório Estadual do Partido dos Trabalhadores. Cesário Braga, o “Cesarinho” assume a função a partir desta sexta (27). Um dos principais desafios do PT, após 20 anos no Governo do Acre, é reconstruir a relação do partido com os movimentos sociais e movimentos populares, a base histórica de atuação petista.

“É necessária uma pessoa que se dedique integralmente às demandas do partido”, justificou Kamai. “O PT vai ter um papel destacado na oposição e é necessário alguém que possa dar conta dessa demanda”. Embalado desde a infância no ideário petista, Kamai passou por experiência na gestão pública no governo de Binho Marques e assumiu a direção estadual do PT há nove meses.

Após derrota nas urnas no último outubro, é hora de pensar em carreira solo. “Vou me encaixar na própria vida”, filosofa Kamai que não chegou a terminar o mandato de presidente do PT acriano que se encerraria na metade do ano que vem. “O Processo de Eleição permite a indicação do sucessor por parte do grupo hegemônico”, explica.

O “grupo hegemônico” do PT do Acre a que se refere Kamai chama-se Democracia Radical, ou simplesmente DR. É uma corrente do partido que mais conquistou mandatos e cargos na gestão pública estadual.

Com a chegada de Cesário Braga à presidência do Diretório Estadual, o Partido dos Trabalhadores comete uma ousadia e se abre para, no mínimo, um risco. A ousadia: a valorização da juventude como protagonista na condução do partido. O risco: não ter um representante que busque o diálogo.

O quanto a diplomacia de Cesário Braga vai se sobrepor ao perfil do militante “Cesarinho” é uma dúvida que só o tutor de toda a trupe, Francisco Nepomuceno, o Carioca, vai ser capaz de domar.

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