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Cinco escolas da Capital passam a ser de tempo integral

Objetivo é melhorar desempenho no Ensino Médio

O Governo do Estado anunciou nesta quinta-feira (29), a implantação do ensino integral em cinco escolas da Capital. O investimento é de R$ 28 milhões.
Para o governo e educadores, o desafio de implantar o ensino integral é gigantesco. A missão é tornar a escola pública, especificamente o Ensino Médio, interessante. Foi essa a essência do anúncio feito nesta quinta-feira, pelo Governo do Estado, em coletiva à imprensa.

Das sete escolas escolhidas para iniciar o processo de ensino integral, cinco aceitaram e duas ainda estão em negociação com a Secretaria de Educação. Os alunos das escolas Sebastião Pedrosa, Humberto Soares, Armando Nogueira, Boa União e José Ribamar Batista vão entrar às 7:30 e sair às 17:00. No intervalo entre os períodos a alimentação será garantida.

O investimento com toda a implantação será de R$ 28 milhões, sendo R$ 21 milhões do Governo do Estado e R$ 7 milhões do Ministério da Educação. “Nós vamos de imediato estar recuperando três anos de defasagem, entre o ponto educacional que o jovem deveria estar e o ponto que ele está vivendo no ensino médio”, disse o governador Tião Viana.

Segundo o governador, a comunidade e os educadores foram ouvidos. Muitas ações serão executadas com base em experiências do país que deram certo, ouvindo também institutos que implantaram o modelo.

De acordo com o secretário de educação, Marco Brandão, serão mantidas as 13 matérias tradicionais do ensino médio além das disciplinas optativas. Os estudantes também terão acompanhamento de tutores, orientadores.

“Teremos os orientadores que vão ficar fazendo nivelamento dos alunos. Teremos disciplinas optativas pra esses alunos escolherem o percurso informativo. Tenho jovens que querem ser médicos, outros que querem ser advogados. São áreas totalmente diversas e é natural que busquem aprofundamento nas áreas que eles tem mais afinidade”, explicou o secretário Marco Brandão.

Os estudantes também vão ter acesso ao Centro de estudo de línguas dentro da escola com oferta dos cursos de inglês, francês, espanhol e italiano.

Para os diretores que aceitaram o desafio, a mudança é um marco positivo na educação. O exemplo do que aconteceu no Estado de Pernambuco foi ilustrado pelo diretor da Escola Sebastião Pedrosa, para justificar a importância do ensino integral.

“É fantástico o que aconteceu ali. Podemos ver o IDEB de Pernambuco, que hoje é o primeiro do Brasil e saiu do 26º. Então vai melhorar em tudo, e eu não tenho dúvida do sucesso desse projeto”, disse.

Sirlene Luiz, diretora da escola José Ribamar Batista, localizada na região da Baixada da Sobral falou emocionada sobre as possibilidades de mudança de vida que a escola em ensino integral pode trazer para os estudantes da comunidade. Ela relatou que muitos são aliciados por criminosos e outros até já foram mortos, devido participação em facções. Ficar mais tempo na escola, segundo a educadora, pode representar a salvação e um novo futuro para um jovem. “Eles estão numa alegria que contagia. Dizem que vamos poder cuidar deles”, disse.

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