Comandante de tropas ucranianas encurraladas em siderúrgica apela para Elon Musk no Twitter

Militar pede ajuda para retirar soldados e levá-los em segurança até algum país que se disponha a recebê-los

Por Márcio Bleiner, para agazeta.net

Nesta quinta-feira, 12, o comandante de quase 1.000 homens que ainda estão encurralados na Siderúrgica Azovstal, em Mariupol, apelou a ninguém menos que Elon Musk para conseguir evacuar suas tropas do local, que ainda se mantém como último bastião da resistência contra a ofensiva russa naquela faixa do litoral da Ucrânia.

O post de Serhiy Volyna, que se identifica como comandante interino da 36ª Brigada de Fuzileiros Navais Separada, o Batalhão Azov, feito na própria rede social de Elon Musk, foi retuitado mais de 25 mil vezes em menos de 24 horas e chama a atenção pelos motivos que levaram o marine a fazer o pedido ao bilionário da indústria tecnológica e espacial que promete levar a raça humana a Marte.

“@elonmusk as pessoas dizem que você veio de outro planeta para ensiná-las a acreditar no impossível. Nossos planetas estão perto um do outro, enquanto eu vivo aqui onde é quase impossível sobreviver. Nos ajude a sair de Azovstal para uma nação (que possa ser) mediadora. Se não você, então quem? Me dê uma dica”, tuitou o militar.

Elon Musk tem ajudado ativamente a resistência ucraniana contra a invasão russa deflagrada em 24 de fevereiro de 2022, há exatos 77 dias, seja com envio de dinheiro, insumos, equipamentos eletrônicos e uma logística que “emocionou” o Pentágono, no último mês de abril.

Um projeto do multibilionário, o Starlink, uma ‘constelação de satélites’ de alto desempenho que promete implementar “um novo sistema de comunicação baseado na internet” no planeta, já havia se mostrado de grande valor no campo tecnológico, no qual a guerra também acontece diariamente, onde conexões, criptografia e segurança nacional andam de mãos dadas.

No entanto, em abril, quando um ataque cibernético russo ameaçou a segurança da internet provida pelo Starlink na Ucrânia, a rede de satélites foi rápida e sucessivamente reconfigurada para aguentar uma insistente onda de interferências russas, mantendo a comunicação essencial e auxiliando, assim, a resistência. Foi o bastante para arrancar lágrimas no Pentágono.

“A forma como o Starlink foi capaz de atualizar quando uma ameaça apareceu, nós precisamos ser capazes de ter essa habilidade (…); esse paradigma e como eles fizeram isso me encheu os olhos d’água”, disse Dave Tremper, diretor de guerra eletrônica do Pentágono.

Musk respondeu ao novo pedido de ajuda?

Até o fechamento desta matéria, o poderoso dono da SpaceX (e possível alienígena disfarçado) ainda não havia se pronunciado sobre o inusitado – e desesperado – pedido de ajuda do comandante interino do Batalhão Azov.

É pouco provável, porém, que o presidente russo Vladimir Putin permita uma decisão humanitária em favor dos homens presos na Siderúrgica Azovstal. O destino dos soldados parece, nesse momento, realmente selado, à espera somente de um milagre ou solução vinda de outro planeta – ou quem sabe, por um cessar fogo inesperado nos próximos dias.

Entenda porquê amanhã, na próxima matéria sobre a #GuerranaUcrânia.

Com informações do Kyiv Post

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