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Comissão de Saúde não se posiciona sobre Manoel Urbano

Falta de medicamentos é apontada como causa de mortes

Pela segunda vez em menos de 15 dias, a Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa promete que fará uma vistoria no hospital de Manoel Urbano. A nova promessa surgiu depois que três pessoas morreram no município por falta de medicamentos e ambulância na unidade de saúde do município.

O primeiro caso aconteceu na quinta-feira passada quando um homem de 26 anos morreu depois de esperar por 10 horas a ambulância que vinha de Sena Madureira, a 80 quilômetros de Manoel Urbano.

A outra morte aconteceu na manhã desse domingo. Uma indígena entrou no hospital de Manoel Urbano para um parto e morreu. Segundo denúncias de moradores, não havia remédio para conter uma hemorragia. A médica tentou buscar ajuda no hospital mais próximo. Era tempo demais e a mulher não resistiu.

Nessa segunda-feira, outra morte foi registrada. O ex-vereador Chico Branco precisou ser levado para Rio Branco porque não havia condições de atendimento no hospital. Depois de 7 horas, em uma ambulância do Samu, que quebrou várias vezes na estrada, ele faleceu.

Há 20 dias, os moradores do município fizeram uma manifestação em frente ao Hospital de Manoel Urbano. O presidente da comissão de Saúde, o deputado estadual Raimundinho da Saúde, e o secretário de Estado Gemil Júnior prometeram ir até o município e buscar melhorias para a unidade de saúde. Eles não cumpriram e agora vão ter que contabilizar as mortes.

Nessa terça-feira, a comissão decidiu que sexta-feira vai até Manoel Urbano fazer uma inspeção. “Vamos tentar levar um representante da secretaria de Estado de Saúde e o maior número de deputados possível. Temos que resolver esse problema do hospital com urgência”, prometeu, novamente, Raimundinho da Saúde.

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