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Conselho Político da FPA apresenta 4 nomes petistas

Marcus Alexandre é nome de maior densidade eleitoral

Os 15 partidos que compõem a Frente Popular do Acre se reuniram ontem no hotel Amazônia Rio. Executaram o primeiro encontro por formalidade. Ninguém do grupo admite, mas, o fato é que a FPA se viu obrigada a efetivar o rito, pressionada por uma campanha que teima em não desfazer palanque há, pelo menos, duas eleições.

O Conselho Político da Frente Popular apontou nesse primeiro encontro o óbvio: permanece com o PT a condução da gestão pública: os 15 partidos se reuniram para referendar o PT no comando novamente. E não poderia ser diferente: nenhum partido abre mão de poder.

A reunião apontou também quatro nomes petistas, mas todos já sabem qual o escolhido. Os nomes são: Nazareth Lambert (vice-governadora), Daniel Zen (líder do Governo na Aleac), Emylson Farias (secretário de Estado de Segurança Pública) e, claro, Marcus Alexandre (prefeito de Rio Branco).

Não se questiona a qualificação dos quatro nomes. Todos têm currículo acima da média. Mas, apenas um tem voto; tem apelo popular. O site AGazeta.Net (na coluna Quentinhas da Redação) já afirmou que Marcus Alexandre não tem as rédeas dessa decisão.

O Acre (e Rio Branco em particular) modificou a vida desse engenheiro do interior paulista de tal forma que ele não tem como se negar a cumprir uma missão que o grupo político lhe impuser. Militante e grato a tudo que o Acre lhe fez, ele não terá como negar a empreitada.

Nas falas do primeiro encontro, tudo foi muito calculado. Todos agradeceram a lembrança; falaram dos desafios; que apoiam prioritariamente o governo de Tião (aliás, um mantra que eleva a desconfiança de um ouvido calejado), mas que agora “é muito cedo” para definições.

O Conselho Político da FPA sabe que o momento é delicado. Fala em estabelecer “um programa que garante boas práticas políticas e administrativas”, mas sabe que não tem tempo para calcular riscos.

O concorrente do nome escolhido pela FPA é Gladson Cameli que, na prática, está sozinho na empreita. Sem Governo Federal que lhe ampare as vontades, desconfiado dos amigos que lhe acompanham, Cameli será amparado pelo capital político que o sobrenome lhe oferta naturalmente, o bolso generoso do pai e o desgaste da FPA, no poder há 20 anos.

Nesse jogo, vale quase tudo. E Cameli joga bem. No último fim de semana, esteve no Alto Juruá. Sem dó, apropriou-se do Luz para Todos. Depois do discurso, saiu beijando menino e “apertando mão de cotó” (para lembrar uma expressão do cronista Jessier Quirino). Cameli quer priorizar o interior, com destaque para o Juruá, seu reduto eleitoral.

Não dá para vacilar com um concorrente desses. O Conselho Político da FPA sabe disso. Mas, há fatores que amenizam o drama: a popularidade de Tião Viana; a máquina pública (do Estado e da Prefeitura de Rio Branco); a capacidade de resolver conflitos de Jorge Viana e, em terra onde há muita pobreza, não se pode descartar a influência de Lula que virá em breve. Provavelmente, sairá da garganta dele a determinação petista que vai liderar a campanha de 2018.

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