Covid-19: Rio Branco estuda criação de “passaporte da vacina”

Medida já foi derrubada no Ceará por não obrigatoriedade da imunização

Como mecanismo para atrair pessoas que deixaram de se vacinar contra a covid-19, a Prefeitura de Rio Branco planeja criar o passaporte da vacina. A medida permite que apenas pessoas que comprovem ter tomado a segunda dose do imunizante, ou que esteja no intervalo entre as doses, pode frequentar espaços públicos ou fechados.

Essa semana a Prefeitura vai tentar resgatar aqueles que ainda fogem da vacina através de mutirões nos bairros, caso a estratégia não funcione, a Secretaria de Saúde deve lançara medida que pode ser polêmica.

Segundo o secretário, Frank Lima, essa medida só será tomada se a Prefeitura encontrar dificuldades para imunizar 7.500 pessoas acima dos 18 anos que deixaram de se vacinar. “Essa é a última alternativa. Por enquanto vamos para a busca ativa usando nossos arquivos. Vamos telefonar e convidar, inclusive as pessoas com a segunda dose. Se não der certo, teremos que impor medidas antipáticas”, explicou.

O Governo do Estado também quer liberar as viagens para fora do Acre apenas com a comprovação da vacina, ou exames garantindo que a pessoa não está com a covid-19. A medida pode acabar parando no Poder Judiciário.

Nesta terça-feira (17), Rio Branco continua com a vacinação para os adolescentes a partir de 12 anos. Em 11 dias, 25 mil pessoas até 17 anos já recebeu a primeira dose do imunizante.

A Secretaria de Saúde Municipal quer chegar até o final de agosto com 80% dos adultos com a primeira dose, e quem sabe, alcançar 40 mil jovens que estão entre 12 a 17 anos. No estado do Ceará, uma medida semelhante ao passaporte da vacina já foi derrubada pela Justiça, tendo em vista que no Brasil a vacina não é obrigatória.

 

Com informação do repórter Adailson Oliveira (Foto: TV Gazeta)

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