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Crise à vista: após base assinar PEC do Gilberto, governo faz ameaças de redução de verba

Após 15 anos, relacionamento entre Aleac e Palácio Rio Branco tende a

ficar tensionado. Uma crise entre os Poderes Legislativo e Executivo pode ocorrer no Acre até o fim da próxima semana. Pela primeira vez nos últimos 15 anos, o relacionamento entre Assembleia Legislativa e Palácio Rio Branco tende a ficar tensionado. Tudo por conta da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que acaba com o pagamento de aposentadoria para ex-governadores.

De autoria do oposicionista Gilberto Diniz (PTdoB), a PEC ganhou corpo após oito deputados da Frente Popular assinarem a petição. Na quarta-feira os parlamentares ficaram em reunião por duas horas, sendo a pauta principal a retirada das assinaturas. Até o momento, contudo, não houve recuos.

Agora emissários do governo mandam recados aos parlamentares com ameaças de redução das suas verbas indenizatórias. O governo, por sinal, já pediu de volta o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para uma reformulação. Deputados falavam em retirada de recursos para a Aleac e aumento para Ministério Público. “Alguém vai ter que perder”, disse um líder partidário.

Há informações de que parlamentares foram convidados para uma reunião no gabinete do governador na tarde de quarta, mas não compareceram. O governo não quer deixar explícito seu posicionamento quanto à PEC de Gilberto Diniz, mas integrantes da base asseguram que há orientação para não lhe garantir sobrevida.

O objetivo é deixar passar os 60 dias e ela perder a validade. PEN, PT, PMDB, PSDB e PCdoB são os partidos que devem compor a comissão especial. De acordo com o autor da matéria, falta somente o PCdoB indicar o integrante. Moisés Diniz, presidente do partido, já declarou ser ele o membro.

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