De cabo eleitoral a presidente da Câmara de Vereadores de Rio Branco

Entre os 17 parlamentares, o presidente eleito conseguiu a adesão de 10 vereadores

Depois de trabalhar como cabo eleitoral para muitos candidatos, Raimundo Neném (PSB) decidiu se lançar candidato em 2012, ele disputou uma das vagas da Câmara de Vereadores, porém não conseguiu se eleger. Enquanto que em 2014 tentou novamente, dessa vez, para deputado estadual, porém, não conseguiu mais uma vez.

Em 2016 com 2.462 votos conseguiu uma cadeira na Câmara de Rio Branco, na época estava no Podemos. Na eleição de 2020, Raimundo Neném foi um dos seis vereadores que conseguiu se reeleger na Câmara de Vereadores, dessa vez com 2.550 votos e pelo PSB.

“Eu já tenho um histórico na política, pois a gente apoiou alguns colegas, como deputados, vereadores, e com isso, adquirimos uma experiência de outras campanhas Isso aqui, é fruto de resultado de alguém que nos ensinou lá trás”, diz Neném.

Na última quinta-feira,01, Raimundo Neném conseguiu outra vitória em sua trajetória política, foi eleito presidente da Mesa Diretora da Câmara de Rio Branco, ele conseguiu vencer o poderio da Prefeitura de Rio Branco, que em última hora lançou Alisson Bestene (PP) como candidato. Vale salientar que Alisson estava fechado com Raimundo Neném, mas decidiu mudar de grupo.

A manobra do Poder Executivo que contou com a ajuda do atual presidente N. Lima (Progressistas) conseguiu apenas sete votos, enquanto Raimundo Neném conseguiu a adesão de 10 vereadores.

“Nós construímos com os colegas lá trás, com os meninos, e pedimos a compreensão de cada um. No início nós não tínhamos presidente, secretário, não tínhamos nada. E pensei, vamos construir uma mesa diferente e independente, e foi que aconteceu”, finaliza o presidente eleito.

Saiba como foi no dia da votação

O vereador Raimundo Neném (PSB) foi eleito presidente da Mesa Diretora da Câmara de Vereadores de Rio Branco, na última quinta-feira (01). Essa sessão foi a mais demorada e movimentada dessa legislatura e também a quem teve a casa mais cheia.

Os assessores dos vereadores lotaram a galeria para assistir a votação que escolheria a nova Mesa Diretora para os próximos dois anos. A eleição ficou marcada por discursos de traições, negociações e acusações de falta de palavra.

O parlamentar Alisson Bestene (PP) estava fechado com Raimundo Neném, porém, faltando poucos minutos para o início da votação ele anunciou que mudou de lado.

Em negociações com a chapa contrária, Raimundo Castro (PSBD) cedeu a vaga de presidente para conseguir levar Alisson, que garantiu que mudasse de direção atendendo o seu partido e o Rutênio Sá também (PP).

“Isso foi pelo partido, em consenso. Quero agradecer os sete votos que nós tivemos no pleito”, afirma Bestene.

Mas a nova composição não deu certo, pois Raimundo Neném conseguiu 10 dos 17 votos da casa. Na vice-presidência ficou a parlamentar Lene Petecão (PSD), vaga decidida apenas na última quinta-feira, já para evitar que ela fosse para o outro lado. Enquanto que a vaga de primeiro secretário foi preenchida por Fábio Araújo (PDT).

Um dos votos mais disputados foi o do vereador Arnaldo Barros (Podemos). Até o Raimundo Castro acusou a chapa contrária de impedir que esse parlamentar pudesse conversar com os vereadores opositores. Barros a todo momento ficou cercado e sumiu da Câmara de Vereadores por vários minutos.

Raimundo Neném que está em seu segundo mandato garantiu que vai conversar com os vereadores contrários a seu nome e vai conseguir união.

“Chamamos todos os companheiros que tiveram nessa batalha com a gente, para fazermos uma gestão compartilhada. Nós temos que convidar os demais colegas para ajudar a gente”, finaliza o parlamentar.

A próxima Mesa Diretora vai gerir R$ 50 milhões e terá em suas mãos vários contratos milionários que vão desde aluguel de imóveis, veículos e uma empresa que fornece funcionários para vários setores, que no final são cargos que ficam nas mãos dos vereadores e muitas dessas vagas foram negociadas na composição e votação da chapa.

Com informações do repórter Adailson Oliveira

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