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De cada 100 nascidos vivos, 17 morrem antes de um ano

Acre registra a nona pior situação do país

No Acre, a possibilidade de um recém-nascido não completar o primeiro ano de vida é de 17%. Esse percentual é o dobro do estado com a menor taxa que é o Espírito Santo. O Acre é o nono pior resultado do país, segundo pesquisa do IBGE que mede a esperança de vida do brasileiro.

No outro extremo da tabela, segue a idade que o brasileiro pode chegar, na qual a média nacional é de 75,8 anos.
Apenas alguns estados do Sudeste e todos do Sul do Brasil conseguiram ultrapassar essa média. No restante do país, a expectativa de vida é bem menor.

No Acre a média de vida é de 73 anos e 9 meses. O José Nunes Oliveira de 67 anos explica porque esses números são baixos. Ele é aposentado, mas o salário que recebe por mês não dá para manter a família, por isso é obrigado a vender banana frita na rua. “É uma vergonha. Você passa a vida trabalhando e quando pensa que vai descansar, precisa trabalhar. Por isso nossa média de vida é menor que outros estados”, garantiu.

Próximo ao José estava outro aposentado, o Eduardo Costa da Silva tem 85 anos, com a idade bem acima da média. Ele disse a nossa equipe que ainda trabalha e está cheio de saúde, e olha que sempre trabalhou pesado na roça. “Eu sempre vivi no mato e lá a gente não tem como se cuidar, acho que minha saúde é porque nunca perdi noites de sono em bebedeira e festas”, disse.

Já o filho dele o Antônio Marcolino, está bem pessimista quanto ao futuro. O homem de 55 anos disse que talvez não consiga chegar a idade do pai e nem a média divulgada pelo IBGE. “estamos em um período em que adoecemos mais e não conseguimos atendimento. O estado não cuida da gente, por isso morremos mais cedo”, revelou.

No Brasil, o IBGE mostrou em números que as mulheres vivem mais que os homens. A média de expectativa de vida da mulher é de 79 anos e a do homem 72,2. No Acre, os números mudam: 77 anos para as mulheres e 70 anos para os homens.

A aposentada Lindaura de Araújo Correia, 79, confirmou os dados e disse porque as mulheres vivem mais: “Nos somos mais resistentes a tudo. Qualquer doença o homem logo cai. Nos mulheres suportamos mais a dor”, explicou a aposentada.

Uma das causas para a expectativa de vida do homem ser menor é a violência, mostra o IBGE. O levantamento ajuda o Governo Federal no cálculo para o fator previdenciário.

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