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Eleições/2014: Denise deverá ser a juíza da propaganda

Futuras candidaturas de parentes definirá mudança

A eleição de 2014, no Acre, vai custar R$ 3.567.854,04. Esse será o orçamento do Tribunal Regional Eleitoral, informou o presidente do TRE, desembargador Adair Longuini, durante entrevista concedida na manhã dessa terça-feira.

O magistrado explicou que 520 mil eleitores estão aptos a votar em todo estado. Em Rio Branco, Assis Brasil e Bujari a identificação será feita de forma biométrica. Esses três municípios representam a metade dos eleitores do Acre. Na Capital, 32 mil eleitores não fizeram o recadastramento, mas, para o TRE, esses títulos podem ser de pessoas que saíram do Estado ou faleceram. Quem ainda não fez o recadastramento pode procurar as juntas eleitorais até o dia 7 de maio.

O presidente falou ainda sobre a boca de urna, tão comum no dia da votação. Segundo Adair Longuini, o TRE não tem como fiscalizar as 1.800 seções eleitorais. “Quem vai fazer esse papel é o eleitor e os fiscais dos partidos”, completou.

Afastamento por parentesco

O desembargador falou ainda do possível afastamento da desembargadora Waldirene Cordeiro. A magistrada é uma das suplentes na Corte Eleitoral. Acontece que o marido, o ex-secretário de Fazenda, Mâncio Cordeiro se lançou pré-candidato, assim como o irmão o ex-vereador Pedrinho Oliveira, e podem sair candidatos ainda, o cunhado, o deputado federal Thaumaturgo Lima e o primo, o senador Sérgio Petecão.

O presidente do TRE disse que vai esperar o registro de candidatura para que a desembargadora possa se afastar.

Com o afastamento da desembargadora Waldirene Cordeiro, segundo o regimento da Corte Eleitoral, assume a desembargadora Denise Bonfim, que ocupa a cadeira de segunda suplente do TRE/AC  e deverá assumir a função de juíza eleitoral, na classe de desembargador. Denise terá entre suas atribuições a apreciação das reclamações, das representações e dos pedidos de direito de resposta durante todo o período eleitoral.

Denise Bonfim foi impedida de assumir a presidência do Tribunal Regional Eleitoral, segundo o CNJ, por falta de interstício (tempo entre sua posse e seu último biênio no TRE),  fato que ocorreu assim que aconteceram as prisões da operação G7, quando a magistrada determinou a prisão de empresários e secretários de estado.

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