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Depasa é mais um órgão sucateado no estado

Nova gestão terá muitos desafios para recuperar ETA 1

Imagens captadas pela câmera da Estação de Tratamento 1 (ETA) do Depasa mostram o estado de abandono da estação responsável pelo abastecimento de um terço das residências de Rio Branco. O mato alto é o menor problema no local.

Na estação de captação é difícil até chegar, o asfalto deu lugar a buracos. Das três bombas uma está danificada.

O prédio onde funcionava a administração da ETA está totalmente deteriorado por fora e por dentro.

A nova direção do Depasa vai pedir um laudo pra saber se corre o risco do prédio desabar.

A água coletada do rio passa por um canal onde recebe os produtos químicos para limpeza, em seguida segue para os filtros, onde é feita a retirada do material pesado, como a areia.

Esse serviço deveria ser mais rápido, mas as bombas que deveriam movimentar a água com mais força não funcionam, nenhuma delas.

A demora prejudica a segunda etapa, quando a água já está praticamente pronta para o consumo.

A terceira e última etapa é o filtro que prepara a água que vai para as residências, mas apenas a metade está funcionando. Os filtros estão há tanto tempo sem funcionar que estão cheios de mato.

“Nosso primeiro trabalho está sendo fazer um levantamento, um diagnostico de todas as condições do nosso sistema de abastecimento de água, desde a captação, ao tratamento e a distribuição,” disse o diretor de operações do Depasa, Vinicius Otsubo.

A arrecadação do Depasa não permite que se façam novos investimentos ou mesmo a manutenção da rede da água que é tratada. Fora os desperdícios, o Depasa só fatura 40%, isso porque a autarquia realizou várias ligações domiciliares, mas não fez o cadastro e atualmente a direção do Depasa nem sabe quantas ligações existem. “Somente abaixo de 50% é que efetivamente é pago, quando a gente coloca isso na ponta do lápis a gente praticamente arrecada 20% do que a gente produz de água,” concluiu.

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