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Deputado dá início a criação da CPI da energia elétrica

Próximo passo é definir membros da comissão

Durante sessão realizada na manhã desta terça-feira (23), na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), o deputado Jenilson Leite (PCdoB), autor da CPI e vice-presidente da Aleac, ocupou a posição de presidente e deu início aos procedimentos de criação da Comissão Parlamentar de Inquérito da energia elétrica.

“Nós vamos seguir o regimento interno da Assembleia Legislativa que diz que dado à publicação, a Aleac dispõe de 24 horas para poder instaurar, ou seja, poder indicar os membros que irão participar desta CPI. Esse prazo de 24 horas venceu na segunda-feira (22) e nesta terça nós vamos paralisar a sessão e vamos pedir aos partidos e blocos que indiquem os seus membros para compor essa CPI”, disse o deputado (PCdoB), Jenilson Leite.

Mas ainda existiam muitos outros assuntos pendentes para resolver. No dia 17 de Abril durante um pronunciamento, o deputado Fagner Calegário (PV), deu a entender que alguns dos deputados que retiraram a assinatura para a criação da CPI da energia elétrica estariam envolvidos com a empresa Energisa. Sem citar nomes, os parlamentares não ficaram nenhum pouco satisfeito com as acusações.

“Na ânsia de estar na tribuna e de querer aparecer, ele comete um deslize desses com as pessoas, porque o advogado da Energisa estava na Aleac quarta-feira conversando com o deputado e qual era o problema disso acontecer? Qual o problema que eu fosse lá na Energisa pedir os pareceres do planejamento dos investimentos que eles pudessem fazer no Estado?”, falou o deputado estadual (PDT), Luiz Tchê.

O Deputado (MPB) Roberto Duarte, diz que o melhor a se fazer é deixar os conflitos de lado. “Muitas das vezes os debates são calorosos e um deputado ou outro pode dizer uma coisa a mais ou a menos, depois ele pode se desculpar, mas nada que influencie em denegrir a imagem do parlamento, principalmente, dos 24 deputados que estão nessa legislatura”.

Em nota, Calegário, esclareceu que não usou qualquer expressão que configurasse “ato atentatório ao decoro parlamentar”. Ressaltou, também, que o termo “propina” não foi dito em nenhum momento e se colocou à disposição para os esclarecimentos que se fizerem necessários.

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