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Deputado do PSDC diz que não apoia Perpétua para o Senado

“Se não tem coligação, nós não temos nenhuma obrigação”

Atualmente com dois deputados estaduais, o Partido Socialista Democrático Cristão – PSDC busca uma coligação que possa reconduzir os dois parlamentares à Assembleia Legislativa nas eleições deste ano, mas não está fácil.

O PSDC tentou nas últimas semanas se aproximar do PCdoB. Os dirigentes dos dois partidos se reuniram, mas não houve acordo. O PCdoB, quem também tem dois deputados estaduais, não quer por em risco a possibilidade de perder espaço no parlamento.

“ Isso espanta as candidaturas novas, então não podemos fazer uma aliança que traga prejuízos para  os dois partidos”, declara o deputado Moisés Diniz, presidente regional do PCdoB.

Diante da negativa, o PSDC endureceu o discurso. A direção do partido diz que não vai apoiar a futura candidatura da comunista Perpétua Almeida ao Senado. É o troco, já que os comunistas não aceitaram a coligação na chapa proporcional.

“Se não tem coligação com o PCdoB, nós não temos nenhuma obrigação e nos eximimos de apoiar a candidatura ao senado do PCdoB”, afirma o deputado Edvaldo Sousa, do PSDC.

Apesar da negativa do PCdoB, outros partidos da Frente Popular se colocaram à disposição para coligar com o PSDC. O Partido Republicano da Ordem Social – PROS, que também tem dois deputados estaduais, não vê problemas em assumir o risco.

“Houve uma conversa do nosso presidente com a direção do PSDC no fim de semana, estamos aguardando uma definição. Tanto eu como a deputada Maria Antônia estamos de acordo”, garante o deputado Walter Prado, do PROS.

Essa tensão entre os PSDC e o PCdoB em torno do assunto provocou uma reunião do governador Tião Viana e dirigentes dos dois partidos para uma possível conciliação de interesses, mas, apesar da intervenção do governador, não houve consenso.

Essa ‘rebeldia’ do PSDC em se unir plenamente à FPA, interessa aos partidos de oposição.  O pré-candidato a senador Gladson Cameli (PP) é o mais interessado no apoio dos deputados do PSDC, e não esconde que está aberto ao diálogo. Os deputados do PSDC, apesar de serem da Frente Popular, dizem o mesmo.

“ O PSDC está aberto à conversações com os pré-candidatos a senador”, afirma o deputado Edvaldo Sousa (PSDC).

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