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Deputado pode pedir abertura de CPI carcerária no Acre

Gonzaga diz ter problemas em todos os presídios do estado

O deputado Luiz Gonzaga pode abrir o semestre legislativo (em fevereiro) com a proposta de criação de uma CPI para investigar o sistema carcerário do Acre.

De acordo com o deputado, a decisão veio após uma viagem que ele fez com o deputado Major Rocha por todo o interior do estado. Juntos, eles andaram pelos 22 municípios e em todos encontraram problemas, como: presídios sem muros ou muros caídos.

“É uma situação nervosa porque as facções estão brigando, aí tem ali uma penitenciária que está com três meses com o muro inadequado, remendado com madeira (falando sobre a situação de Tarauacá). O Estado, Secretaria de Segurança, a competência é deles, mas como infelizmente até agora não fizeram nada, o juiz da cidade preocupado procurou a prefeitura do município para fazer os reparos.” Disse Gonzaga.

A vulnerabilidade do sistema se estende a falta de agentes penitenciários, falta de equipamentos de segurança (coletes e armas), além da superlotação em todos os presídios.

Todas essas mazelas serão relatadas ao Ministro da Justiça numa audiência marcada para o próximo dia 7, quando os dois parlamentares se farão acompanhar do presidente da Comissão de Segurança da Assembleia Legislativa. Eles vão mostrar que ao contrário do que foi dito pelo governo do estado, o sistema carcerário não está sob controle.

“Diante da situação que nós encontramos no município de Tarauacá, que não diferente no município de Feijó, eu acho que há necessidade disso, os presos estão vivendo em situação subumana numa cela pra 4 tá com 25. Além disso é a questão dos agentes penitenciários. Eles não têm as mínimas condições para trabalhar dentro das penitenciárias.” Reafirmou Gonzaga.

Paralelo a isso, o deputado Luiz Gonzaga, estuda a possibilidade de investigar mais a fundo todo o sistema carcerário do estado e de que forma foram aplicadas as verbas, até porque, segundo ele, existem denuncias de anos atrás que nunca foram devidamente esclarecidas, como por exemplo, o fornecimento de comida para os presídios de Rio Branco.

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