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Dilma Rousseff enfrentaria segundo turno

Após a onda de protestos no país, popularidade caiu 30%, diz pesquisa

A presidente Dilma Rousseff perdeu apoio dos eleitores, em meio a protestos que acontecem nas principais cidades do País, e, se as eleições presidenciais fossem hoje, ela teria provavelmente de enfrentar o segundo turno, segundo nova pesquisa Datafolha, publicada na edição de ontem do jornal “Folha de S.Paulo”.

Dilma teria hoje 30% das intenções de votos para a disputa presidencial de 2014, em um cenário de disputa que inclui Marina Silva (Rede), Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB). Nesta simulação, a petista tinha 51% das intenções de voto na pesquisa anterior, realizada nos dias 6 e 7 deste mês. Ou seja, a presidente perdeu 21 pontos em três semanas.

Em segundo lugar aparece Marina Silva, que subiu de 16% para 23%. Aécio foi de 14% para 17%. Campos oscilou de 6% para 7%. Os três adversários juntos pularam de 36% para 47%.

O número de eleitores que dizem não saber quem escolher ou que afirmam votar em branco, nulo ou nenhum subiu de 12% para 24%.

A pesquisa foi realizada na quinta (27) e sexta (28) com 4.717 pessoas, em 196 municípios. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

Cenários com Barbosa e Lula

O Datafolha também inclui Joaquim Barbosa nas simulações. Em seu melhor cenário, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) aparece com 15% das intenções de voto, empatado com Aécio e atrás de Marina (18%) e Dilma (29%). Campos pontua 5%.

No cenário com Lula sendo o candidato do PT, ele poderia vencer no primeiro turno, apesar de também ter caído. Na simulação em que a disputa inclui Marina, Barbosa, Aécio e Campos, Lula teria 45% e os quatro adversários somariam 43%, ficando empatados tecnicamente com o ex-presidente.

Em outro cenário, sem Barbosa na disputa, Lula tem 46% das intenções contra 37% de Marina, Aécio e Campos somados, o que apontaria para uma vitória no primeiro turno.

Aprovação em queda

Pesquisa divulgada pelo Datafolha no sábado mostra que a aprovação do governo Dilma caiu para 30%. O número de eleitores que consideram o governo bom ou ótimo caiu 27 pontos percentuais desde o início dos protestos no país. Há três semanas, a aprovação era de 57%. De acordo com o instituto, é a maior queda de popularidade registrada desde o início da gestão Dilma.

Ontem, a presidente passou o dia com ministros para discutir a crise diante das manifestações e os termos da mensagem que enviará ao Congresso solicitando a realização de um plebiscito com itens da reforma política.

O governo quer sugerir ao Congresso, a quem cabe a responsabilidade legal de convocar o plebiscito, uma consulta enxuta, resumida a poucos pontos – como sistema de voto e financiamento de campanha.

Reunião avaliará crise no governo

Brasília. A presidente Dilma Rousseff fará uma reunião ministerial hoje para cobrar uma ação de seu governo em resposta às manifestações que se disseminaram por todo o País nas últimas semanas. De acordo com o ministro Paulo Bernardo (Comunicações), a intenção é repassar aos titulares da Esplanada “resoluções” e “encaminhamentos” do governo.

“E também fazer recomendações de como se conduzir (as ações do governo). Quer dizer, não deixar os projetos pararem, todos saberem de que forma estão sendo encaminhadas as reivindicações, e também garantir que não haja paralisia ou retrocesso dos programas sociais que estamos tocando”, afirmou o ministro após participar de reunião com a presidente no Palácio da Alvorada ontem.

Bernardo disse que o texto sobre o plebiscito está em processo de elaboração, a cargo do ministro José Eduardo Cardozo (Justiça) e do vice-presidente Michel Temer. “Achamos importante ouvir a população sobre um tema que não tem avançado por divergências na área política”.

O ministro Paulo Bernardo afirmou que a presidente recebeu com tranquilidade o resultado de pesquisa Datafolha, que indica um segundo turno nas eleições de 2014. “Ela está tranquila com o quadro e todos nós estamos tranquilos”.

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