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Disputa pela presidência da Fieac gera muita confusão

Diversas liminares foram impetradas

A eleição a presidência da Federação das Indústrias do Acre foi realizada nesta segunda-feira (14). Os votos ainda não foram apurados, mas a decisão de fato não deve sair das urnas e sim da justiça, isso porque até a abertura da votação já haviam sido impetradas 6 liminares.

Esta foi a manhã mais longa da história da Fieac. Todos contando as horas. José Adriano querendo que passasse rápido para sacramentar a vitória dele e Salomão querendo que passasse devagar para dar tempo de sair a liminar que caçava a liminar do grupo de Adriano e daria a vitória a ele, Salomão. Uma eleição que tem muito mais a ver com o poder político do que com o gerenciamento da federação.

Por trás de José Adriano, o PT e os irmãos Viana que temem inclusive perder o Sebrae, se atual presidente cair. Uma disputa de poder que pavimenta o caminho para a disputa política em 2020.

Adriano se defende das acusações, inclusive de ameaçar a sobrevivência dos associados com a ideia de independência da Fieac em relação ao governo e da oposição de Gladson à candidatura dele.

Marcada para começar às 8 horas da manhã, a eleição começou com 20 minutos de atraso. Os 6 votos de José Adriano foram sacramentados logo que a votação foi aberta. Os de Salomão aguardavam no escritório do advogado a decisão da justiça do trabalho de Porto Velho. A esperança era que a decisão caçasse a liminar conseguida pelo grupo de Adriano. Essa liminar anulou as assembleias que destituíram os presidentes de 3 sindicatos que são ligados ao atual presidente da Fieac. A esperança era que a justiça retornasse à presidência dos sindicatos, os eleitores de Salomão. Se a decisão fosse favorável ao grupo de Salomão, os votos do sindicato das olarias, das gráficas e confecções, já dados a Adriano, passariam para Salomão. Assim, em vez de 6 a 4 para Adriano, seriam 7 a 3 para Salomão.

Nas redes sociais, Adriano comemorou a liminar e Salomão criticou o adversário.

“É interessantes a criativiodade que algumas pessoas possuem em construiur falsos entendimentos com o óbivio objetivo de confundir a todos. Depois da experiência que tive, a política não faz mais parte dos meus planos!” disse Adriano na rede social.

“Quem ama o poder não é digno dele. Certamente o usará para controlar as pessoas e se perpetuar nele”, retrucou Salomão.

Na sede da Federação, a tensão era evidente.

Os dois lados trocavam acusações de intrigas que inclui a falta de transparência e até sumiço de documentos e vídeos. A guerra pelo comando da federação das indústrias pelos próximos 4 anos, envolve dois dos maiores empreiteiros do Acre e as maiores forças políticas do estado.

Todos de olho no orçamento milionário e no comando do sistema Fieac que é composto pelo Sesi, Senai, Iel e sindicatos patronais da indústria. Por tudo isso, dificilmente o resultado da eleição, será mantido.

“Chaves sumiram, documentos escondidos, tem um monte de coisas que a gente tem como provar, então eu creio que isso ainda não terminou. Como colocaram que há um dia após o outro, eu também creio que há um dia após o outro pra verdade aparecer,” disse a vice-presidente da Fieac, Adelaide Fátima.

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