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E-social amplia capacidade de fiscalização do Estado

Programa ainda é pouco conhecido por empresários

O e-Social é um programa que amplia a capacidade de fiscalização do Estado em relação ao controle empresarial. O sistema serve para sintetizar informações em um só lugar. Folha de pagamento, livro de registro de empregados, quadro de horário de trabalho e guia de recolhimento do FGTS e de informações à previdência social são uns dos 14 documentos que fazem parte.

A implantação do e-Social ainda é bastante desconhecida por muitas empresas. Um levantamento apontou que 66,3% dos entrevistados desconheciam o sistema, 33% apenas ouviram falar e só 9% disseram estar preparados para usar a ferramenta.

Mas um cronograma de implantação precisa ser cumprido e a empresa que não adotar será penalizada por isso. Os prazos, que iniciaram ainda em 2018, variam conforme o faturamento anual, e encerram em julho deste ano. Com a proposta de auxiliar muitos empresários quanto a adesão ao e-Social e também a uma série de outros serviços, o SESI criou uma plataforma digital para a gestão de programas e serviços voltados a saúde e segurança na indústria.

“Ela tem desde programas parametrizados prontos para a empresa utilizar para gerir os seus programas, mas também nessa plataforma é possível a empresa ter indicadores para que possa tomar decisão, melhorar seu ambiente de trabalho e também fazer comunicação e implementação de programas junto ao trabalhador”, explicou o Gerente Executivo do Departamento Nacional, Emmanuel Lacerda.

“O e-Social está aí, é uma realidade e com isso, uma plataforma fazendo essa gestão, as empresas correm menos riscos porque elas tem as informações a todo momento”, disse o Superintendente Regional do SESI, César Dotto.

Por meio dessa plataforma, além do cadastro no e-Social, o acesso aos indicadores irão auxiliar as empresas a melhor forma de trabalharem para reduzir custos. Por meio do suporte aos programas e do apoio à gestão, elas terão bem menos chances de cometer falhas que poderão comprometer, inclusive, a imagem da empresa.

“Para as empresas, na medida da sua eficiência, da sua alimentação dessa ferramenta do e-Social é uma declaração de réu confesso, tudo que tiver ali no e-Social automaticamente está sendo entregue ao governo como uma declaração e isso, lógico do ponto de vista da transparência, é o ideal, mas do ponto de vista da gestão, o gestor precisa estar muito mais seguro de que toda informação que vai para lá não pode ser alterada, não terá condições de dar “jeitinho” e o melhor de tudo está bem amparado juridicamente, tecnicamente baseado no que a ferramenta pode produzir de informação para que ele se sinta mais seguro no mercado”, conclui o Presidente da FIEAC, José Adriano.

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