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Em agenda positiva, oposição defende combate à corrupção e choque de gestão

Deputado Wherles Rocha (PSDB) defende corte de gastos

Os líderes dos partidos de oposição na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) apresentaram nesta terça-feira, 2, uma agenda positiva composta por propostas para os principais segmentos do Estado.

Assinado pelo PMDB, PTdoB, PSDB e PP, o documento é intitulado “Pacto pela Retomada do Crescimento”, e tem como foco a eficiência no combate à corrupção e na administração da máquina pública.

Áreas como saúde, educação e segurança pública também são focadas. Entre as propostas está a criação do Conselho Estadual de Transparência e Combate à Corrupção. De acordo com Wherles Rocha (PSDB), o objetivo deste conselho é fortalecer a participação popular na fiscalização das verbas públicas e a forma como ela é aplicada.

A “agenda positiva” ainda quer o apoio do Palácio Rio Branco na aprovação do projeto de lei de autoria do deputado Jamyl Asfury (PEN), que institui o “ficha limpa” para nomeação de cargos de confiança no governo. À época da proposição, Asfury era do Democratas.

Repetindo o choque de gestão adotado por Aécio Neves (PSDB) no governo de Minas Gerais, os oposicionistas defendem a eficiência na gestão. Eles propõem a redução em até 30% no número de secretarias, fundações e autarquias estaduais. Outra bandeira é a diminuição dos gastos com a folha de pagamento, em especial os cargos comissionados.

Calcula-se que o governo desembolse por mês com estes funcionários em média R$ 1,3 milhão. “Nós sabemos que esta é a moeda de troca usada pelo governo para manter a fidelidade de sua base aliada. O problema é que o governo está inchado e estamos no limite no gasto com pessoal”, diz o tucano Rocha.

No campo da economia, a proposta é o fortalecimento das políticas para o campo, impulsionando a agricultura familiar e fornecendo mecanismos para o aumento da produção sem a necessidade de invadir novas áreas, e recuperando as degradadas.

A capacitação da mão de obra jovem para o mercado de trabalho é outra defesa, além de revisão das políticas industriais já que, conforme o documento, até o momento não houve retorno concreto das ações na geração de emprego e distribuição de renda pelo setor.  

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