thumb TiaoeMarcus

Governador fala das medidas para evitar desabastecimento

Marcus Alexandre e Tião Viana falam em megaoperações

O prefeito Marcus Alexandre e o governador Tião Viana  reafirmaram  nesta terça-feira, 25, o esforço institucional e privado para manter o abastecimento de alimentos, combustíveis, medicamentos e materiais não perecíveis em Rio Branco neste período em que o nível do Rio Madeira não para de subir. No começo da tarde, o Madeira media 19,61 metros e continuava subindo. Esse fenômeno vem trazendo sérios prejuízos aos Estados de Rondônia e Acre, que tem municípios ameaçados de isolamento pelo surgimento de nove pontos de alagação na BR 364, a rodovia que liga o Acre aos centros fornecedores do País.
 
“Nós estamos vivenciando o maior desastre natural pelo qual passam Rondônia e o Rio Madeira”, frisou o prefeito ao repetir que o Governo do Acre vem lançando mão de todos os meios e fazendo todos os esforços para manter Rio Branco  abastecida com produtos de primeira necessidade. A capital acreana, lembrou Marcus Alexandre experimenta os efeitos da quarta maior alagação de sua história por conta da enchente do Rio Acre. Para exemplificar o contínuo esforço de enfrentamento à cheia, o prefeito citou que 200 famílias ainda permanecem abrigadas no Parque de Exposições, recebendo todo o apoio necessário a uma vida minimamente digna.
 
Mesmo com grande dificuldade, a manutenção viária de Rio Branco é uma atividade contínua. O inverno mais severo vem causando danos profundos à infraestrutura da cidade, mas a parceria  com os governos Estadual e Federal e a união da sociedade civil tem possibilitado priorizar os corredores de ônibus  e as vias principais no planejamento da pavimentação e tapa-buracos.
 
As 66 unidades de saúde do município estão com abastecimento garantido para remédios essenciais da Farmácia Básica. “A atitude do governador Tião Viana, a união de todos e a compreensão da população tem sido fundamentais para superar esta situação”, observou o prefeito.  Com a ajuda do Governo do Estado por meio do fretamento de dois aviões Bandeirantes e também os aviões da FAB, nos próximos dias chegarão a Rio Branco cerca de 5 toneladas de medicamentos.   
 
Os pontos de atracagem das balsas acessando a BR 364 entre uma margem e outra do Madeira  foram todos cobertos pela água, obrigando o Governo do Acre e seus parceiros (Polícia Rodoviária Federal e Departamento Nacional de Infraestrutura Terrestre – DNIT) a criarem três novos pontos em Rondônia , mas um deles não funcionou como o esperado e uma nova tentativa está sendo experimentada. Se não der certo, a proposta será usar um ramal antes de Mutum Velho.
 
Combustível: sem risco de novas interrupções no fornecimento
 
Desde o 24 de fevereiro passaram pelos pontos  de alagamento 605 caminhões  com 3.708 toneladas de alimentos; somente com aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) foram transportados 410 toneladas de alimentos em 60 voos realizados  até esta terça-feira, e doze voos fretados  que trouxeram para o Acre 240 toneladas de alimentos. Nada menos que quatro balsas transportando 1.720 toneladas de gás de cozinha atracaram em Rio Branco nos últimos dias, e 1.485 milhões de litros de combustível  foram transportados pela BR 364 desde o dia 24 de fevereiro, quando a cheia do Madeira agravou-se ainda mais. Nessas cargas se incluem 65 metros cúbicos de óleo diesel especial S10. Na manhã desta terça-feira chegou a Porto Acre uma balsa proveniente de Boca do Acre  com 600 mil litros de combustível  e um caminhão  estacionou em Rio Branco vindo de Cruzeiro do Sul com 100 mil litros de combustível. “Não temos mais nenhum risco de interrupção séria no fornecimento de combustível para os próximos dias”, afirmou o governador ao elencar todas as medidas que estão sendo adotadas para garantir o suprimento de gasolina e diesel no Acre e no maior mercado consumidor do Estado, a capital Rio Branco.
 
Ações estão em andamento para garantir o abastecimento
 
Conforme asseguraram governador e prefeito, foram tomadas todas as medidas  para evitar instabilidade no abastecimento. Na questão dos alimentos, por exemplo, os supermercados tem estoque para os próximos oito dias e, além dos três aviões da  FAB há uma aeronave fretada para atender exclusivamente ao transporte de gêneros alimentícios de Porto Velho a Rio Branco. Além deles, o Governo do Estado acionou os órgãos ligados à aviação (Agência Nacional de Aviação, INFRAERO) avaliando a disponibilidade de um avião 737-200, que tem capacidade para vinte toneladas, para  o transporte de carga entre as duas capitais.
 
Governo, Prefeitura de Rio Branco e parceiros públicos e privados enfrentam diferentes problemas  e o desafio não é pequeno por conta das intempéries. O governador relatou a ocorrência de uma instabilidade na região do Baixo Amazonas, o que impediu, na semana passada, a descarga de 1,8 mil carretas no porto de Manaus.

Em outra situação, no entanto, partiu de Porto Velho para Porto Acre uma balsa  com 1,3 mil toneladas de bens duráveis e há outra preparada para viajar com 750 toneladas desses produtos.

Deixe uma resposta