Em Rio Branco, ônibus voltam a circular após dois dias de paralisação

Decisão foi tomada após intervenção da prefeitura de Rio Branco nesta segunda-feira

Foto: Diego Parreira

As empresas de ônibus Auto Viação Floresta e o Consórcio Via Verde, formado pelas São Judas Tadeu e Via Verde, decidiram encerrar a paralisação após dois dias, depois da intervenção da prefeitura de Rio Branco nesta segunda-feira (17). Dessa forma, os ônibus voltaram a circular normalmente na capital acreana.

De início, a Auto Viação Floresta saiu da garagem com 38 ônibus, mas segundo o presidente do Sindicato dos Transportes do Acre (Sinttpac), Francisco Marinho, as empresas São Judas Tadeu e Via Verde saíram um pouco depois com 28 linhas.

“A Via Verde e a São Judas demoraram um pouco, porque foi preciso fazer uma negociação de como iria ficar a situação. Então ficou acertado que todo colaborador iria receber uma diária de R$ 100,00 conforme o salário que cada um recebe, dessa forma são diárias com valores diferentes”, explicou.

Vale lembrar que nesse momento quem assumirá o transporte público, segundo o prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, não é o Sindicato das Empresas de Transportes Coletivos do Acre (Sindicol), e sim a própria   prefeitura de Rio Branco.

“A prefeitura está fazendo tudo como manda a legislação, a Procuradoria Geral do município juntamente com a procuradoria do RBTrans estão conversando e ouvindo, se entendendo para que a gente não erre”, afirmou prefeito.

Bocalom também informa que a intervenção é momentânea, pois é uma empresa de São Paulo, a Rico Transportes, está enviando 50 ônibus para Rio Branco, e 30 deles com ar condicionado. Com isso, esses veículos já começam a operar nas linhas da Viação Floresta, que é responsável por atender 70% dos itinerários.

A Rico Transportes vai ser contratada através de carta convite, e ficará em Rio Branco até a prefeitura normalizar o serviço.

“Já tem alguns veículos, me parece 16 que estão se deslocando de São Paulo para cá, e acredito que até segunda-feira os 51 veículos na capital. Dessa forma, assim que estiverem todos aqui, ajeitarem a garagem e organizando tudo e contratando os motoristas direitinho, eles irão para rua, mas acredito que semana que vem essa empresa já opere aqui”, disse.

Quanto ao repasse as essas empresas de R$ 2 milhões e R$ 5 mil, a prefeitura afirmou que o restante que elas tinham para receber ficará retido, e o que for repassado o município irá entrar com uma ação na justiça, para que elas possam devolver. Além disso, o valor da passagem continuará o mesmo de R$ 3,50.

MPAC entra com ação contra as empresas

O Ministério Público do Acre (MPAC), afirmou que irá entrar com ação Civil Pública contra as empresas, e a Prefeitura de Rio Branco, com isso pedir a RBTrans que faça uma licitação para contratar novas empresas.

“Nós vamos judicializar, o prazo que eu queria que eles dissessem para nós o que eles queriam, foi o prazo suficiente para que o sistema de fato afundasse, então nós vamos levar ao Poder Judiciário, para que seja decidido por ele. Os pedidos que serão veiculados nessa ação Civil Pública irão evidentemente desde do pedido principal, que é um pedido para que a RBTrans licite esse serviço, e que cesse essa infindável número de prorrogação”, explicou a Promotora de Defesa, Alessandra Marques.

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