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No Quinari, população revoltada com a Câmara

Vereadores aprovam supersalários para prefeito e vice

Na Câmara de Vereadores de Senador Guiomard, foi aprovado um projeto que tem desagradado os moradores do município. A lei votada trata do aumento de salário ao prefeito, vice e secretários.

Com aprovação da lei, o prefeito que assumirá o cargo no próximo ano vai passar a receber R$ 20 mil (atualmente é R$ 16 mil) salário maior que o do prefeito de Rio Branco. O vice passa a receber R$ 10 mil. O salário dos secretários passa de R$ 5 mil para R$ 6 mil.

Segundo o Vereador Vanderson Mambira (DEM), o projeto teria sido articulado pelo vereador Manoel Lima (PSD) que, além de ser do mesmo partido do prefeito eleito, poderia ganhar uma vaga como secretário na próxima gestão.

“Esse projeto foi articulado por um dos líderes do prefeito que vai assumir, vereador que também perdeu a eleição. Através dele e do prefeito que fizeram uma negociação para os vereadores votarem favorável, barganhando cargos dentro da gestão”, afirmou Mambira.

Manoel Lima se defendeu e negou que tenha havido articulação para que a lei fosse aprovada. “É uma acusação fajuta porque eu não ‘costurei’ nada. O projeto não é de minha autoria. É de autoria da diretoria da Câmara, entrou em votação e eu votei a favor, isso é uma verdade. Não fizemos nada ilegal e nada desonesto”, defendeu.

Para a população, eles são os maiores prejudicados com esse aumento, que, na opinião deles, é desnecessário, enquanto os guiomarenses seguem sem Saúde ou Educação de qualidade. “Eu sou sincera a dizer, o prefeito nem chegou a assumir ainda e chega já com esse aumento enquanto tem funcionários que ficam meses sem receber. O salário dos funcionários é que tem que ser aumentado e não o do prefeito”, disse a presidente da Associação de Moradores do bairro Naire Leite, Socorro Alves.

“Não sou de acordo porque eles já estão ganhando melhor e ainda têm mais esse aumento… aí fica difícil. Poderiam dar um aumento pra nós que somos aposentados”, disse o aposentado, José Almeida dos Santos.

Ação pode derrubar lei

Mambira garantiu ainda que ele, assim como outros vereadores, juntamente com populares, vão entrar com uma ação no Ministério Público do Acre pedindo a anulação do ato de votação do projeto.

“Um projeto de resolução, projeto de lei que seja, ele tem que entrar na Câmara de Vereadores, o presidente faz a leitura junto com o secretário, apresenta aos vereadores e às duas comissões permanentes de Assistência Social e Urbanismo e à CCJ que dão recebimento. É emitido o relatório das comissões favorável ou contrário, para posteriormente vir a votação e não houve nada desse trâmite”, pontuou o vereador.

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