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Emerson Jarude: pressionado pelo partido

PSL enviou ofício à Mesa desautorizando liderança

Em busca de enfraquecer a CPI da Câmara de Vereadores que vai investigar os contratos com as empresas do transporte coletivo, o PSL começou a pressionar o vereador Emerson Jarude, que, no caminho contrário ao partido, assinou o pedido de CPI.

A direção do PSL enviou um ofício à Mesa Diretora da Câmara informando que Jarude não o líder do partido na casa. Na verdade, tratou-se de uma manobra. Como liderança, o vereador indicaria um membro para a CPI, o que provavelmente, seria seu próprio nome.

É menos um voto para a oposição que espera evitar que os membros da frente popular tomem conta das vagas da comissão, que são cinco no total.

O tema que tomou conta da sessão dessa quinta-feira era decidir se outro vereador do PSL, Juruna, seria ou não membro da mesa. O PSL quer Juruna na vaga de Jarude como líder do partido, mas o regimento interno da câmara proíbe que membros da mesa possam acumular a liderança de partido.

Segundo o vereador Manuel Marcus, presidente da mesa diretora, Juruna faz parte da Mesa Diretora, portanto não pode ficar na liderança. “Não sei como o partido vai fazer, mas todos precisam indicar seus lideres e no caso do PSL sobrou apenas Jarude”, alegou.

O documento já é o resultado do fato de o parlamentar ter assinado a CPI dos transportes coletivos. O PSL aliado ao prefeito Marcus Alexandre, pode até decidir pedir, em juízo, o mandato de Jarude por infidelidade partidária.

O vereador garantiu que vai manter a sua posição de investigar os contratos e está preparado para uma briga jurídica com o partido. “Eles vão ter que buscar á justiça e provar a infidelidade. Na verdade estou lutando por um causa da sociedade e não em ideologias partidárias. Estamos prontos para a batalha”, afirmou.

Tanto Emerson Jarude como o vereador Roberto Duarte têm formação jurídica e querem assumir a presidência e a relatoria da CPI. Existem indícios de irregularidades nos contratos assinados e nas informações repassadas pelas empresas para justificar o reajuste da tarifa.

Outro vereador que ficou revoltado com a prefeitura foi Railson Correia, presidente da comissão de transporte da Câmara. O parlamentar combinou com a RBTrans que se reuniria com estudantes, sindicatos e com os empresários para discutir o reajuste da tarifa.

A prefeitura quebrou o acordo e já marcou para essa sexta-feira a reunião que vai definir o novo valor da passagem. A comissão da câmara não vai aceitar o aumento até que se possa conversar com todos os setores.

“Antes de homologar o reajuste, a votação da comissão municipal de transportes precisa passar pela Câmara e não vamos votar”, ameaçou.

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