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Empresa da Zona Azul denuncia golpe de flanelinhas

Limpador de parabrisa levantado: senha

O estacionamento rotativo Zona Azul virou um cenário de guerra no centro de Rio Branco que envolve motoristas reclamando do sistema e a disputa de mercado e espaço entre a empresa Serttel e os flanelinhas que descobriram uma forma de tirar uma gorda parte da arrecadação da empresa e da prefeitura.

Muito motoristas colocam o carro nas primeiras horas da manhã e combinam com o flanelinha um golpe no sistema. Quando a funcionária da zona azul chega, “os flanelinhas” correm para o parquímetro e pagam um real equivalente à meia hora de estacionamento: fazem isso para evitar a multa.

Só que esses veículos estão duas, três ou mais horas no local. A prova do golpe fica clara quando encontramos os cupons nos parabrisas. A agente, com medo, não fala nada e não arrisca notificar.

Tem carro que passa toda manhã e o motorista paga apenas o flanelinha. As funcionárias da empresa são constantemente ameaçadas. Segundo a direção da Serttel, quando eles deixam os limpadores de parabrisas levantados é um sinal que aquele carro não pode ser multado.

“Se a funcionária notificar, vai sofrer as consequências. Pode ir a qualquer lugar que dá para verificar a ameaça”, reclamou o diretor da Serttel, Henrique Borges.

Essas informações foram repassadas nessa quarta-feira durante a sessão da Câmara de Vereadores. O diretor da RBTrans, Gabriel Forneck, e o diretor da Serttel, Henrique Borges, participaram de uma audiência.

Os vereadores querem respostas de reclamações dos usuários do sistema: as máquinas, chamadas de parquímetros, vivem danificadas. Os motoristas reclamam que são poucas agentes da zona azul para atendimento. Atualmente, são 30 máquinas e apenas 11 funcionárias.

Outra reclamação veio da vereadora Lene Petecão: “A Zona Azul veio para acabar com os flanelinhas. A prefeitura fez cursos, repassou bolsas, mas, nenhum hoje trabalha no sistema”, questionou.

Lene Petecão quis saber onde a prefeitura está aplicando os recursos recebidos da Zona Azul, pois 19,5% devem ser repassados ao município. O restante fica com a empresa Serttel que é de Pernambuco.

O diretor-presidente da RBTrans, Gabriel Forneck, mostrou que, no ano de 2015, a prefeitura recebeu apenas R$ 109 mil da zona azul e no ano passado R$ 153 mil. “Todo o recurso foi usado na melhoria do trânsito como sinalização por exemplo. A lei proíbe a RBTrans de aplicar em outra área”, explicou.

Quanto aos flanelinhas que não foram inseridos na Zona Azul, o diretor da RBTrans disse que a prefeitura tentou ajudar, mas muitos não quiseram fazer as reciclagens: preferiam ficar na rua a ser funcionário do sistema.

Forneck disse ainda que a prefeitura foi até à polícia e alertou sobre os crimes de ameaça e golpes aplicados no centro de Rio Branco.

O diretor da empresa Serttel, Henrique Borges, explicou que muitas máquinas estão danificadas por causa dos vândalos. “Todos os dias encontramos máquinas com pedaços de madeira, tampa de garrafa e outros objetivos inseridos nos mecanismos. Não podemos fazer muita coisa. O problema é que demora para consertar o parquímetro e quem pede é a população”, esclareceu.

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