Entraves dificultam negociações entre médicos e Prefeitura

Foi pedido ao TJ uma investigação e aplicação de multa aos médicos

Nesta quarta-feira, 9, o secretário municipal de gestão, Dougllas Jonathan Santiago de Souza, falou sobre a greve dos médicos e segundo ele não existe essa situação da prefeitura não está buscando uma negociação, com o Sindicato dos Médicos do Acre (Sindmed-AC). O problema é que há alguns entraves nessa conversa.

Por exemplo, os médicos deveriam manter 90% deles ativos nas unidades de saúde do município, mas de acordo com a prefeitura apenas 70% estão trabalhando. Por causa disso a prefeitura procurou o Tribunal de Justiça e está pedindo para que se faça uma investigação e que aplique uma multa ao Sindicato dos Médicos no valor de 50 mil reais por dia se eles não cumprirem esses 90%.

A Prefeitura quer também que o Sindicato dos Médicos informe 72 horas antes do movimento quais os locais onde os médicos farão o atendimento, pois o problema é que muitas pessoas estão saindo de casa, indo até uma unidade de saúde, não está encontrando médico e não sabem para onde ir. Então, a prefeitura quer que os médicos priorizem os pontos onde tem mais movimento. De acordo com a prefeitura os médicos estão escolhendo as UPAs e Urapes onde existem o movimento é bem menor.

A Prefeitura explicou também a questão salarial. Os médicos querem um aumentar em 33% por cento na folha de pagamento. O problema é que os médicos querem que a prefeitura pegue as gratificações e faça uma integração aos salários, mas que as gratificações continuem após a incorporação.

A greve dos médicos da rede municipal de saúde que até então encerrava terça-feira, 7, vai prosseguir por tempo indeterminado. Decisão foi acertada depois de uma assembleia realizada ontem, em que os médicos decidiram que essa greve vai continuar.

São ao todo 48 médicos efetivos e provisórios que prestam serviço à prefeitura de Rio Branco. A principal reivindicação é a valorização da categoria o Plano de Cargo, Carreira e Remuneração (PCCR). Atualmente, o médico que inicia na prefeitura recebe o piso de R$1.800. Eles querem que esse piso chegue a R$7.800, o que eles chamam de incorporação. No entanto o Sindmed informa que esses médicos já recebem esse valor, só que somados aos benefícios. Eles querem que oficialize esse valor e não apenas R$1.800.

“Trinta dias de paralisação. Ontem nós tivemos a Assembleia Geral com a categoria e de forma unânime todos optaram por eh paralisar agora por tempo indeterminado. Eu ressalto aqui que não tivemos nenhuma proposta formal por parte da Prefeitura neste período. Nenhum chamamento pra pra uma conversa, pro diálogo e não há nenhum documento protocolado aqui no sindicato ou chamamento até por WhatsApp ou telefone ou ligação. E vamos exercer o nosso direito aí de paralisação, considerando que vários profissionais estão extremamente insatisfeitos e prestes a “jogar a toalha” como eu tenho falado esse tempo”, afirma o presidente do Sindmed, Guilherme Pulici.

Pulici ainda acrescenta que, “os profissionais que estão insatisfeitos aí e tem demonstrado vontade de deixar o trabalho da Prefeitura definitivamente, levarem adiante, o impacto que chegar pode ser até muito maior do que o grêmio. O que o sindicato pede não é aumento, o sindicato pede que essas gratificações sejam incorporadas entre um salário base e o profissional possa contar com isso com a aposentadoria, pra um afastamento, pra uma situação de invalidez, seja temporária, permanente e assim, aumentando, claro, os seus direitos. Tornando interessante o trabalho, a carreira de médico da prefeitura e ajudando a profissionais até de qualidade no nosso no nosso município e no nosso estado. A gente tem perdido isso em progressivamente profissionais pra outros estados. Isso é uma preocupação do Sindicato dos Médicos há muitos anos. Eu tenho falado isso pra imprensa compartilhado com vocês nossa preocupação porque eu tenho vistos eu tenho visto amigos especialistas deixar o Acre, Rio Branco especialmente, cada vez mais”.

Assim, a Prefeitura afirma que não dá para negociar com o Sindicato dos Médicos, e o Sindicato afirma não afirma não ter comunicação com a Prefeitura. Haverá uma negociação com cada categoria e esperasse que os médicos voltem a trabalhar, evitando uma nova ação na justiça.

Informações de Adailson Oliveira e Marcio Souza

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