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Faeac não vê “ameaça” em quebra de barreira fiscal

Carne de outros estados não teria preço competitivo

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária, Assuero Veronez, diz não temer pela cadeia produtiva da carne, caso o Governo do Acre resolva executar a queda de barreira fiscal, prevista na Carta de Cuiabá, assinada no 15º Fórum de Governadores da Amazônia Legal.

“Não vejo como a carne de Rondônia e do Mato Grosso, com custo alto, possa entrar aqui com preço competitivo em relação ao nosso”, defendeu Veronez. O representante da Faeac disse que o mercado acriano muito pequeno e com logística cara por estar longe dos estados produtores em grande escala torna o Acre “isolado”.

Na avaliação de Assuero Veronez, é um isolamento virtual, mas que protege o setor. “Não vejo muito perigo”, reforça. Isso não reduz a pressão que os pecuaristas locais fazem junto ao executivo para “baixar a pauta” da carne para fazer sair boi vivo.

A queda (ou ao menos a diminuição) das barreiras fiscais entre os estados da Amazônia Legal é uma ideia de criação de um bloco econômico forte. Os procuradores gerais do estados devem anunciar o formato dessa decisão (quais produtos e quanto de redução) na próxima edição do fórum que acontece em outubro em Rio Branco.
O parecer das PGE’s é uma condição legal para que respalde a decisão política já tomada pelos governadores.

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