Flaviano na tribuna

Flaviano Melo critica serviço de telefonia celular no Acre

Deputado convoca presidente da Anatel para solução do problema

Em discurso na tribuna, o deputado Flaviano Melo(PMDB) disse, nesta segunda feira(23), na Câmara dos Deputados, que os telefones celulares da zona rural do Acre têm sido motivo de queixa generalizada. Tudo em razão da troca, pela Vivo, do padrão CDMA(analógico)para GSM. E citou como exemplo o caso de Porto Acre, onde a Câmara Municipal reclamou, através de ofício para a Anatel, do serviço prestado pela Vivo na Vila do V. Segundo o deputado, os usuários alegam que antes da troca não tinham problemas. “Agora, no entanto, os aparelhos ficam sem sinal”.
Segundo o deputado, a Justiça já foi acionada em Rondônia e Tocantins, únicos estados que conservam o sinal CDMA por força de liminar. De acordo com a imprensa local, a Agência Nacional de Telecomunicações(Anatel) informou que “áreas originalmente cobertas por determinadas tecnologias (no caso CDMA) não podem deixar de ser cobertas pela mesma tecnologia”. Em vista disto, a Vivo terá que reativar o sinal CDMA em todo o país e ainda estará sujeita a punições.
No pronunciamento, Flaviano destacou que até mesmo os celulares da zona urbana não prestam um serviço adequado. E questionou a razão da Anatel não ter impedido, a tempo, que a Vivo desativasse o modelo analógico com a implantação do sistema GSM. “Por que a Anatel, que deve proteger os usuários, agiu à reboque das decisões judiciais? Por que não toma as decisões necessárias?”, indagou. O deputado ingressou com um requerimento solicitando a presença do presidente da Anatel, João Rezende, na Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara dos Deputados, “para esclarecer um problema que vem afetando os usuários de celular Brasil afora”.
Crianças clandestinas
Titular da CPI do Tráfico de Pessoas no Brasil, o deputado lembrou ainda a denúncia da imprensa de Brasília acerca da entrada de crianças estrangeiras e clandestinas no Acre, via Brasileia.” Foram cerca de 20 crianças que ingressaram ano passado e cerca de 60 só este ano. São menores desamparados e vulneráveis que precisam de abrigo e proteção”.

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