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Governador recebe ex-soldados da borracha em defesa da PEC

Proposta será votada nesta terça-feira, na Câmara Federal

O governo brasileiro já concedeu aos ex-seringueiros status de heróis de guerra, mas somente os ex-combatentes que foram para a batalha recebem aposentadoria especial de sete salários mínimos. Os ex-seringueiros, que recebem dois salários mínimos, querem a equiparação.

Nesta terça-feira, 15, a Câmara Federal poderá votar a Proposta de Emenda Constitucional que faz essa correção. O sindicato dos soldados da borracha se reuniu nesta segunda-feira com o governador do estado, pedindo apoio para que o governador interceda juto à Câmara pela aprovação da PEC.

“ O que o sindicato esta  fazendo é representando eles pedindo a melhoria e buscando a solução unido com toda a categoria e com todas as autoridades que vem no apoiando”, afirma Iracema Carvalho, presidente do sindicato dos soldados da borracha do Acre.

Apesar de colocar a PEC dos soldados da borracha na pauta desta terça-feira a Câmara Federal avalia um acordo de última hora do governo federal que eleva de dois para três salários mínimos a aposentadoria dos ex-seringueiros, diferente da PEC, que equipara o benefício ao valor que já é pago aos ex-combatentes.

“Nós não concordamos com essa proposta do governo federal. Lutamos pela defesa  da redação original da PEC como foi aprovada nas comissões da Câmara Federal”, afirma Luziel Carvalho, coordenador do  movimento de defesa dos soldados da borracha no Acre

Durante a reunião com o governador, ele atribuiu à própria Câmara Federal a responsabilidade pela negociação de um acordo com o Executivo. Mesmo assim reafirmou o compromisso em defesa da causa dos aposentados da borracha.

“Dos milhares que foram a 2a guerra na Itália menos de 6 % perderam suas vidas, dos nordestinos que migraram para gerar borracha e ajudar na aliança dos países democráticos mais de 50% perderam suas vidas, então esses soldados da borracha merecem o mesmo reconhecimento que os pracinhas, e é isso que eu vou externar”, declarou o governador Tião Viana.

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