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Governo ameaça cancelar contratos com caçambeiros

Adiada para próxima semana mobilização dos motoristas

Sem negociação, caçambeiros ameaçam parar a cidade na segunda-feira, interditando pontes e acessos de coletivos. Por outro lado o governo endurece o discurso e disse que só volta a negociar quando as máquinas e caçambas forem retiradas dos órgãos públicos.
Nessa quinta-feira, os caminhões e máquinas ainda ocupavam as entradas da sede do Deracre e a usina de asfalto no distrito industrial.
Apenas um pequeno espaço foi aberto, na noite de quinta, para que os servidores pudessem retirar os veículos que estavam estacionados.
O Governo do Estado mandou um recado à categoria: ameaça cancelar os contratos feitos com os caçambeiros. O recado foi repassado pelo diretor do Deracre, Cristovam Moura, que assumiu ter um débito de R$ 6 milhões com a categoria, mas que precisa discutir e buscar uma forma de pagar os terceirizados. “Mas, com esse movimento, fica impossível negociar. Enquanto ocuparem órgãos públicos, ninguém senta à mesa”, declarou.

O presidente do Sindicato dos Caçambeiros, Júlio Farias, informou que o Governo do Estado devia R$ 11 milhões de serviços prestados entre os anos 2015 e 2016. No final do ano passado, parcelou a divida.

Seriam repassados R$ 800 mil todos os meses. “Só que, nos dois últimos meses o governo não cumpre o acordo, deixou de pagar. Estamos sem condições governo não cumpre o acordo, deixou de pagar. Estamos sem condições de dar manutenção nos veículos e até mesmo abastecer, e garantir o sustento da família. Por isso, decidimos radicalizar”, relatou.

Com a ameaça do governo de cancelar os contratos os caçambeiros decidiram intensificar o movimento e estão se organizando nos municípios e vão parar todos os trabalhos de recuperação de ramais. Na segunda-feira, existe a promessa de tornar um caos o trânsito de Rio Branco.

Com a paralisação, todos os programas de tapa buracos e nos ramais estão parados. Ao todo, são 20 caçambas e 40 máquinas com motores parados.

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