Governo do Acre congela por 90 dias imposto dos combustíveis

Alguns estudiosos do assunto não estão tão confiantes para essa medida, ela não deverá causar o impacto esperado

Foto: Paulo Whitaker

O Governo do Estado do Acre anunciou nesta segunda-feira (8), o congelamento por 90 dias da base da cálculo do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Essa medida foi aprovada pelo Governo Federal no dia 29 de outubro desse ano, junto com o Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz).

Essa ação tem como objetivo controlar os constantes aumentos no valor dos combustíveis. Dessa forma, a expectativa é de que os preços não venham aumentar, ou pelo menos não ocorram com tanta frequência. Contudo, alguns estudiosos do assunto não estão tão confiantes assim, para eles a medida não deverá causar o impacto esperado.

“Isso não vai reduzir o preço na bomba, e não acabará com os aumentos dos combustíveis, o que vai acontecer, é que os aumentos serão menores do que seriam. Por exemplo, sem essa medida o aumento seria de R$ 1 dos combustíveis, e agora será R$ 0,70 centavos ou R$ 0,80 centavos”, afirmou o economista Rubisclei Silva

Além disso, o especialista acrescenta que  o vilão dos reajustes não é o ICMS, pois  o imposto permanece na mesma porcentagem desde 2004. Com isso, a situação do consumidor poderá ficar ainda mais complicada daqui há 90 dias quando a medida perder a validade.

“O futuro é incerto a gente não sabe o que vai acontecer daqui a 90 dias, mas o que você consumidor tem que saber, é que os combustíveis vão continuar aumentando, porém um pouco menos, depois de 90 dias volta tudo ao normal, até mais ainda”, salientou Rubisclei

Já os consumidores estão divididos. Enquanto alguns não acreditam que o congelamento irá controlar os constantes reajustes, outros decidiram dar um voto de confiança para o governo.

“Qualquer medida que for tomar aí, a gente tem que resolver ir para as ruas e se manifestar porque isso não vai dar certo não, o preço da gasolina está demais”, afirmou o técnico de enfermagem, Willian Silva.

“Se for aplicado mesmo na bomba, porque normalmente o valor é cobrado lá na refinaria, se chegar para o consumidor final pode até dar certo”, concluiu o contator Vanderlei Maia.

Com informações de Débora Ribeiro

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