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Governo justifica abandono do memorial a Plácido de Castro

Falta interesse da iniciativa privada em assumir patrimônio

A secretaria de Turismo realizou três licitações na tentativa de que alguma empresa possa assumir o memorial a Plácido de Castro, na Estrada do Amapá. Como os empresários não conseguem enxergar uma viabilidade econômica, esses pregões são sempre vazios.

O Governo do Estado vai tentar agora uma contratação direta, mas sabe que não é fácil. Na quarta-feira (1), mostramos que o memorial está abandonado.

A estrutura, na qual foram gastos mais de R$ 500 mil, com banheiro, recepção e lanchonete que deveria dar estrutura aos turistas, foi construída, mas nunca funcionou. O mato que invadiu os imóveis mostra como esse recurso público vem sendo tratado.

No local onde Plácido de Castro sofreu a emboscada, as estátuas que montam o cenário do crime estão sendo destruídas. Pelo ramal, está impossível chegar porque parte da ponte sobre o Igarapé Distração já caiu.

A secretária de Estado de Turismo, Raquel Moreira, disse que o local foi afetado pelas fortes alagações, e, por isso, as estátuas e outras obras estão deterioradas. “Mas, esperamos que empresários possam apostar nas trilhas ecológicas e vejam naquele local uma fonte de renda”, disse.

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