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“Governo não vai ceder à pressão dos grevistas”, afirma Secretário de Educação

Cerca de 12 mil professores, da capital e interior, estão parados há nove dias

O Secretário Estadual de Educação, Daniel Zen, foi o entrevistado na noite da última quarta-feira, 3, no programa “Gazeta Entrevista”. Entre os assuntos abordados pelo jornalista Alan Rick e os internautas estavam realização de concurso público e negociações com professores e trabalhadores da educação.

Há nove dias, cerca de 12 mil professores, do interior e capital, estão em greve. 100 escolas aderiram à paralisação. Na pauta das reivindicações, 20 pontos foram apresentados pela categoria.

“Desses pontos, a secretaria acatou a metade. Como a reestruturação da carreira e realização de concurso público’’, relata.

Até o fim do ano, a SEE vai abrir processo seletivo para contratar 2500 professores efetivos e 1000 servidores de apoio.

Já sobre a greve dos professores, Zen disse que o governo sempre esteve aberto ao diálogo e que esse não era o momento para negociar aumento salarial. O ideal seria em novembro, após a aprovação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). A categoria pede reajuste de 15%.

Com a crise financeira em 2012, os recursos do Fundeb, Fundo da Educação Básico, não serão suficientes para o pagamento de salários este ano. A folha é de R$ 582 milhões, mas o repasse fica em torno de R$ 489 milhões. Nesse caso, o governo vai ter que utilizar recursos próprios.

“Percebe-se que a categoria aproveitou à onda de protestos e acredita que fazendo pressão o governo vai ceder. Temos que cumprir a lei de responsabilidade fiscal. Caso contrário, lá na frente vou responder processo por improbidade administrativa”, disse Daniel Zen.

O secretário não descarta a possibilidade de prejuízos ao ano letivo. As aulas perdidas terão que ser repostas de alguma maneira para completar os 200 dias estabelecidos pelo Ministério da Educação.

“Dependendo do período de paralisação da greve, as aulas podem chegar a janeiro de 2014. Por isso peço a suspensão imediata e em novembro retomamos a rodada de negociações para avaliar o reajuste salarial”, conclui.

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