thumb henriqueGE

Henrique Afonso: rompimento com a FPA é ideológico, não fisiológico

Deputado reafirma sua candidatura ao governo do Acre em 2014

O deputado federal Henrique Afonso (PV) voltou a confirmar sua candidatura a governador do Acre em 2014. A reiteração ocorre pelas constantes notícias de que o parlamentar não sustentaria a candidatura por seu partido estar abrigado no governo de Tião Viana (PT) e não contar com estrutura necessária para uma disputa estadual.
 
Segundo ele, o PV já está rompido com a Frente Popular, e que a entrega dos cargos hoje ocupados pelos verdes não será problema.
 
“Quando assumimos nossa candidatura tínhamos certeza de que este era um problema a enfrentar. Não temos muitos cargos, no máximo seis no governo e 10 na prefeitura. Eu nunca fiz política com base na distribuição de cargos para apoiar alguém” , diz Afonso.
 
De acordo com ele, o rompimento com o governo ocorreu não por insatisfação, por não atendimento a interesses de espaços, mas “por uma questão ideológica, filosófica e política”. “Eu não estou blefando”, pondera sobre sua candidatura ao Palácio Rio Branco.
 
Para tentar viabilizar o palanque, o deputado diz estar em negociações para oferecer ao PSB a oportunidade de fazer campanha para Eduardo Campos ou Marina Silva descolado da candidatura de Dilma Rousseff (PT). Atualmente o PV está sozinho, mas mantém conversas com outros partidos.
 
Mesmo fazendo parte de uma legenda com bandeiras liberalizantes, Henrique Afonso, que é evangélico, prefere não se desvincular do discurso mais conservador. Diz ser contra a legalização do aborto, da descriminalização da maconha e do casamento gay.
 
Segundo ele, mesmo com estas contradições, o PV assegura a convivência pacífica entre as diferentes concepções políticas por meio da “cláusula de consciência”. Em 2008 Henrique Afonso foi expulso do PT por conta de suas convicções religiosas.

“Espero que no PV a cláusula de consciência não seja extinta como no PT. Se isso ocorrer continuarei a defender meus princípios”, ressalta o deputado. 

Deixe uma resposta