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Iniciativa privada do Acre discute desenvolvimento

Ministro ouve demandas de empresários locais

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, não assinou nenhum convênio, não anunciou nenhum programa oficial do Governo Federal para o Acre, não deixou nenhum centavo pelos barrancos daqui.

O que para alguns observadores é motivo de críticas deveria ser observado com algum otimismo. Do ponto de vista técnico, a proposta da vinda do ministro era, de fato, ouvir o setor produtivo local. Na esfera política, era demonstrar força de articulação do mandato de Gladson Cameli, futuro candidato ao governo pelo PP, partido do ministro.

Mas, tecnicamente, a visita cumpriu ao que se propôs. A agenda de Blairro Maggi era efetivamente em Porto Velho. O Acre foi um refugo na rotina ministerial. Lá, onde mantém negócios pessoais, os números são bem mais atraentes. Longe das modestas 50 mil toneladas previstas pela Seap para a safra de 2017.

Mas, o que é preciso observar é o movimento da iniciativa privada que, muito lentamente, começa a se consolidar no Acre. Empolgados com a safra de milho que ajuda a abastecer os poucos empreendimentos agropecuários regionais, os agricultores já sentiram as dores dos problemas de crescimento.

E quem foi o porta-voz disso foi o presidente da Federação das Indústrias do Acre que falou dos gargalos já conhecidos de Maggi: energia, infraestrutura, mercado etc. A rigor, sem nenhuma novidade.

Mas, o que de concreto fica na agenda do ministro é o indicativo de que, por aqui, o setor vai se organizando, com estudos de viabilidade e investimentos em tecnologia no campo. Ainda não é regra para todos os produtores, mas a postura de encarar a propriedade rural como uma empresa vai ganhando cada vez mais adeptos. E, o que é melhor, com focos definidos: um dos alvos é o mercado andino. O que o Governo Federal fizer para dinamizar esse comércio foi uma das demandas. A pauta também não é nova. Mas, precisa andar para frente.

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