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Instauração da CPI da Energia é adiada mais uma vez

Faltou quórum na Assembleia Legislativa

Na terça-feira passada, dia 9, o Deputado Jenilson Leite tentou protocolar a criação da CPI da energia elétrica durante sessão realizada na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac). Na ocasião foram coletadas 16 assinaturas, número mais que suficiente para garantir a criação da comissão, mas uma reviravolta resultou na retirada de nove assinaturas. Com isso, apenas o apoio de sete deputados não é mais suficiente para manter a CPI. Mas o deputado Jenilson Leite não desistiu e intensificou os trabalhos para que os demais colegas da Aleac entendam a importância desse trabalho.

A CPI da energia serve para investigar, entre outros pontos, cobranças abusivas do ICMS. E na sessão desta terça-feira (16), mais uma vez, o deputado conseguiu assinaturas suficientes para protocolar a CPI.

Apesar disso o texto não foi a votação por falta de quórum. Os deputados, na maioria, da base aliada do governo não compareceram em plenária.

“Nós estamos pagando uma das energias mais cara do Brasil, a nossa população não aguenta mais e a Aleac se propôs a isso e a base do governo mal orientada do meu ponto de vista retirou as assinaturas, mas hoje nós já temos três assinaturas porque muitos refletiram e disseram que iam assinar porque o povo que me elegeu está pedindo isso”, disse Jenilson Leite.

José Bestene, deputado estadual pelo PP, foi um dos que na semana passada assinaram pela criação da CPI, mas depois ele desistiu do apoio. “Não é através de uma CPI que vai reduzir a conta de energia elétrica, portanto, a base vai sentar no grande expediente e vamos definir se é para manter essa CPI ou não”, declarou.

Situação contrária é a do deputado Luiz Gonzaga, do PSDB. Na primeira apresentação da CPI, ele não assinou pela criação, já desta vez, apoiou a iniciativa. “Eu, particularmente, não acredito que essa CPI vá conseguir fazer com que baixe o preço da energia porque não tem como a Assembleia Legislativa intervir na empresa privada, se querem que a CPI funcione, vamos deixar funcionar, vamos apoiar e vamos ver o resultado”.

Mas na Assembleia também têm quem foi a favor da CPI, depois retirou o apoio e agora mudou mais uma vez de opinião. Cadmiel Bonfim, do PSDB, entendeu que deveria voltar atrás e manter sua decisão. “Foi assinado repentinamente e depois a gente entrou num acordo de todo mundo tirar, tiramos, mas eu não me senti bem e novamente assinei”, explicou.

Caso ninguém volte atrás novamente e retire a assinatura, e haja quórum, a CPI pode ser instalada na sessão desta quarta-feira (17).

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