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Instauração da CPI da Energia é adiada novamente

Bate boca tumultuou sessão desta quarta

A abertura da sessão desta quarta-feira (17) já começou com atraso e durou bem menos do que o esperado. Mesmo após ser lida, a CPI da Energia elétrica ainda não poderá ser instaurada.

Foram necessários apenas 20 minutos para que o presidente da casa suspendesse a sessão. A leitura do requerimento para abertura da CPI da energia, que foi protocolado aqui no casa, teria sido o motivo de toda confusão.

O deputado Jenilson Leite, do PC do B, sabia que os trabalhos nessa sessão, em particular, não seriam nada fáceis. Afinal, já foram duas tentativas frustradas para a instauração da CPI da energia. E a leitura do requerimento no momento inicial dos trabalhos, seria o último ato para a implantação da comissão parlamentar de inquérito. “Apesar da tentativa da manobra que a base do governo fez ontem, nós conseguimos protocolar uma questão importante, porque hoje a mesa vai ter obrigação de ler o requerimento na abertura ou na leitura dos expedientes. Uma vez que leia esse requerimento, aí o presidente terá 48 horas para colocar no diário oficial da casa”, disse o deputado.

O que o deputado não contava era com a tentativa de impedir a leitura do documento.

Um bate boca envolveu os deputados presentes que, apesar de poucos, somaram número suficiente para a sessão ser realizada. Luís Tchê, do PDT, questionou que a casa não tem a cultura de ler requerimento nas condições que estariam envolvendo a instauração da CPI da energia elétrica. “Tentarmos mudar uma cultura no qual vivemos, seja ela na organização na qual trabalhamos e é o nosso caso, sem dedicarmos a um percurso de aprendizagem antes, provavelmente iremos fracassar”, alegou Tchê.

Já Fagner Calegário, do PV, defendeu que o cumprimento do regimento interno da casa precisa ser levado mais a sério pelos parlamentares e que questões culturais não podem, nem devem, ficar acima da Lei. “O artigo 126 do regimento interno é claro e por isso que nós argumentamos ali que se cumpra o regimento interno dessa casa. O costume não pode se sobrepor a lei.”

O clima tenso obrigou o presidente da casa a suspender a sessão. No retorno, finalmente se deu início a leitura dos requerimentos e foi aí, que mais uma vez, houve confusão e bate boca. Na ordem, uma sequência de sete requerimentos para abertura de CPI´s foram anunciados antes do pedido da CPI da energia elétrica. O que, segundo o deputado Roberto Duarte, do MDB, nada mais foi do que mais uma tentativa de manobra para impedir a instauração dessa sindicância, já que a casa não comporta a realização de várias CPI´s de forma simultânea.

“A gente precisa saber a ordem que elas entraram na casa, a data que elas entraram na casa, porque infelizmente esses requerimentos não têm o devido protocolo da mesa diretora. Isso é uma jogada do governo do estado do Acre, com a sua base de sustentação na Assembleia Legislativa para que não ocorra a CPI da energia. Infelizmente a gente não sabe o que está acontecendo, mas que tem coisas macabras no meio tem. ”

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