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Jarude deve acionar Justiça para garantir liderança do PSL

Parlamentar em guerra com próprio partido

O PSL travou uma batalha com o vereador do próprio partido para evitar que o parlamentar seja um dos membros da CPI que vai investigar os contratos do transporte coletivo em Rio Branco.

O vereador Emerson Jarude pretende ingressar um mandado de segurança para obrigar a Mesa Diretora a aceitá-lo como líder do partido na Câmara. O PSL enviou um ofício informando que “Juruna”, o outro vereador do partido, seja um dos membros da comissão de investigação.

A decisão é fácil de ser entendida: Jarude é favorável à investigação das empresas, enquanto “Juruna” é um forte aliado do prefeito. O problema é que “Juruna” pode ser preso a qualquer momento.

Existe um mandado de prisão em aberto em desfavor do parlamentar, acusado de receber dinheiro em vendas ilegais de boxes no mercado. Mas, enquanto espera o cumprimento de um mandado de prisão o vereador vai trabalhando normalmente e Emerson Jarude vai tentando conseguir uma vaga como membro da CPI.

Ele explica que seu colega de partido faz parte da Mesa Diretora como segundo secretário. “O regimento interno da Câmara impede que ele assuma a liderança do partido. Vou tentar as vias administrativas se não conseguir vou partir para a Justiça”, justificou.

A decisão do PSL é importante para os rumos da CPI dos transportes. PSDB, PT e PSL têm o maior número de vereadores e vaga garantida na comissão. A ideia é tirar Jarude, que assinou a CPI, e colocar “Juruna”, para fazer a defesa do prefeito.
A oposição sabe que se a comissão ficar com a maior parte dos vereadores da base de Marcus Alexandre as investigações não vão fluir.

Para colocar mais uma polêmica, “Juruna”, que tem um mandado de prisão em aberto pode ser levado para o presídio a qualquer momento. Pode ter o mandato cassado. O presidente da Comissão de Ética é justamente o vereador Emerson Jarude.

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