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Jorge Viana busca unidade ao nome de Dilma Rousseff

Vagner Sales pode apoiar a petista: definição na semana que vem

O coordenador da campanha de Dilma Rousseff na região, senador Jorge Viana (PT/AC), busca construir unidade em torno da candidata petista à presidência. Hoje, por quase uma hora, conversou com o prefeito de Cruzeiro do Sul, Vagner Sales (PMDB). A maior liderança petista no Juruá pode vir a declarar apoio na próxima semana, após reunião como vice-presidente da República, Michel Temer.

A conversa foi reservada. Sales e Viana sabem da dificuldade dessa costura política. O senador foi autorizado pela própria presidente Dilma e pelo presidente do PT, Rui Falcão, a somar forças para que as lideranças políticas locais se sobreponham às “questões paroquiais”, para usar uma expressão do próprio senador.

“O prefeito de Cruzeiro do Sul, Vagner Sales, deverá apoiar Dilma Rousseff para presidente”, antecipou o senador. “Será feita uma reunião na semana que vem entre ele e o vice-presidente Michel Temer, quando essa questão será definida”.

Vagner Sales não terá uma decisão simples pela frente. Por coerência, deve declarar apoio à Dilma Rousseff porque, em várias oportunidades, já demonstrou postura de fidelidade extrema não só ao vice-presidente Temer (que também responde pela presidência nacional do partido), mas também ao senador Waldir Raupp (PMDB/RO), defensor do governo e da presidente Dilma no Senado. Raupp tem influência nas decisões em que Sales precisa ser ouvido.

O problema reside nas outras lideranças peemedebistas no Acre. O presidente do partido no Acre e deputado federal, Flaviano Melo, já disse aqui mesmo no site A Gazeta.Net que “não há como trabalhar com o PT”.

São exatamente essas “questões paroquiais” que o senador petista Jorge Viana tem que superar sem desrespeitar. Para o presidente do PMDB acriano, a equação é até simples: “respeita-se a orientação da direção nacional”. Mas, na prática, o nome para presidente continua sendo o do tucano Aécio Neves.

Uma situação bem ao gosto peemedebista e não exclusiva do Acre. “Não fizemos nada escondido”, lembra o deputado, referindo-se à decisão do partido no Acre e comunicada à direção nacional.

Não é à toa que o senador Jorge Viana buscou iniciamente por Vagner Sales a construção de uma unidade em torno do nome da candidata Dilma Rousseff. Há pontos históricos em comum. Na conversa de hoje, buscaram amparo em uma desgastada bengala: o apoio que Vagner Sales deu ao jovem político Jorge Viana, no segundo turno das eleições para governo em um distante 1990.
Assim como o deputado e presidente do PMDB do Acre, Flaviano Melo, o prefeito de Cruzeiro do Sul também tem liderança no partido e seu possível apoio (embora longe do consenso dentro da sigla) pode fazer a diferença no segundo maior colégio eleitoral do Acre. “Só o gesto de Vagner em se dispor ao diálogo com esse mote demonstra a prática democrática dentro do PMDB”, diz uma fonte do partido. “E também a pluralidade. A postura de Flaviano, por enquanto, é a do partido”.

O esforço petista concentrado justifica-se: afastar qualquer possibilidade de que o Acre volte a dar a maior votação proporcional a um candidato à presidência tucano, como fez como José Serra. A força do Acre não está nos números absolutos. Está nos símbolos. E o senador Jorge Viana sabe disso.

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