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Juruna mantém presença na Câmara mesmo foragido

Regimento exige que ele explique ausência do plenário

A situação começa a se complicar para o vereador José Carlos Juruna do PSL. Foragido da Justiça, ele vem conseguindo evitar faltas na Câmara apresentando atestados médicos. Só que, a partir da semana que vem, ele não vai mais poder apresentar os receituários.

Depois de 15 dias de ausência, o parlamentar deve apresentar um laudo de uma junta médica do INSS para garantir o afastamento sem perder o salário. E, para piorar, a Mesa Diretora entregou para a Comissão de Ética o processo 0126, que pede a cassação do mandato de Juruna por quebra do decoro parlamentar.

A polícia até agora não conseguiu descobrir o paradeiro do vereador que está indo ao médico e envia documentos à Câmara livremente. Na página do Facebook do parlamentar, fotos mostram os amigos em um culto no final de semana passado, onde pedem proteção ao vereador condenado a 9 anos e meio de prisão. No culto, está até o prefeito Marcus Alexandre.

A última vez que participou de uma sessão foi em 28 de março. No outro dia já tinha uma decisão judicial determinando sua prisão, e mesmo foragido foi ao médico e conseguiu enviar um atestado a Mesa Diretora.

Na semana passada, entrou com outro atestado pedindo mais 15 dias de afastamento, alegando transtornos depressivos. Quem assina é o médico Jadson Rago Júnior, um pediatra, especialista em tratar de crianças.

O presidente da Mesa Diretora, Manoel Marcos, confirmou que não vai mais aceitar os atestados médicos. “Esse atestado ainda vale para cobrir as faltas dessa semana. A partir da próxima sessão, que será realizada na semana que vem, ele deve apresentar laudos de uma junta médica para não ficar com faltas”. avisou.
Um vereador precisa ter no mínimo 44 faltas no ano para ser cassado.

O presidente da comissão de ética, vereador Emerson Jarude, que é do mesmo partido de Juruna, recebeu o processo 0126. Agora a comissão vai se reunir e escolher um relator.

O processo para cassação pode demorar 90 dias, até lá, Juruna, continua recebendo seu salário, mesmo não trabalhando. A comissão vai se limitar apenas ao pedido da Mesa por quebra de decoro parlamentar.

“O regimento interno obriga a Mesa Diretora a levar o caso a julgamento da Casa quando o parlamentar for condenado pela Justiça”, explicou o parlamentar.

Já as faltas, Juruna vai se matendo graças a atestados médicos. Resta saber se ele vai dar entrada no pedido de laudo do INSS, vai aos médicos, entrega na Câmara e a polícia não consegue encontrá-lo.

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