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“Lamento os procedimentos adotados”, diz prefeito

Marcus diz que FPA pode escolher outro pré-candidato

A coletiva de imprensa aconteceu na sala de reuniões da Prefeitura de Rio Branco. O prefeito Marcus Alexandre se assentou ao lado da vice, Socorro Neri, que se manteve calada o tempo todo. Antes das perguntas da imprensa, o prefeito opinou sobre os acontecimentos da segunda-feira, quando foi levado coercitivamente para a Polícia Federal.
“Eu queria dizer que eu sou absolutamente a favor de todas as investigações. O que lamento profundamente é justamente o procedimento adotados”, disse.

Para justificar sua crítica, Marcus Alexandre destacou que foram abertos 44 processos alusivos à obras do Deracre, por órgãos de controle, 38 foram arquivados e em todos, ele se apresentou voluntariamente para prestar esclarecimentos.
“O que causa estranheza e que eu lamento foi o procedimento de ontem. Eu podia ter sido chamado a prestar esclarecimentos. Não precisava de uma condução como foi feita”, reafirmou.

Na segunda-feira (30), com a fase de oitivas da Operação Buracos, além o prefeito, a primeira dama Gicelia Viana, outras 14 pessoas foram levadas para depor. A força tarefa formada pelo Ministério Público federal, Controladoria Geral da União, Receita Federal e Tribunal de Contas da União iniciou as investigações há um ano e apura indícios de superfaturamento de serviços de pavimentação na BR 364.

De acordo com as investigações, o desvio de recursos de obras do Dnit e Deracre pode ter sido de R$ 700 milhões. A Receita Federal descobriu que dois investigados movimentaram nos últimos anos 10 milhões de reais. Valor incompatível ao salário quer recebiam.

“A gente não sabe quem são essas pessoas. Acho que quando não houver mais o sigilo vai se descobrir quem são, por que é de interesse público. Eu sei o que eu fiz. O que os outros fizeram eu não sei. Eu posso responder por meus atos”, enfatizou.

Segundo as investigações o Deracre chegou a pagar por obras que não foram executadas. Na coletiva o prefeito disse que sua defesa ainda não teve acesso aos autos e por isso não pode responder por situações pontuais do relatório da denúncia. Mas ele afirmou que na sua gestão no Deracre só foram pagos os serviços concluídos.

“Eu respeito as instituições, os órgãos de controle, a atuação do delegado, do Ministério Público. A única coisa que eu espero é que a gente possa fazer a defesa e que não tenha nenhum tipo de condenação antecipada, mais do que já aconteceu quando o caso veio a tona”, completou.

No início da coletiva, Marcus disse que não queria relacionar a operação Buracos com o anúncio de sua pré-candidatura, ocorrido no sábado (28). Mas ao fim da entrevista comentou novamente sobre o impacto político, e disse que fica a cargo da FPA avaliar os acontecimentos.

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