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Líder do PCdoB critica artigo de Bittar que “ataca” comunismo

“Fora de propósito”, analisa Eduardo Farias

O líder do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), Eduardo Farias, criticou na sessão desta quinta da Assembleia Legislativa artigo do deputado federal e presidente do PSDB/AC, Márcio Bittar, intitulado “As raízes do mal”, em que ele tece duros ataques ao comunismo e a ditaduras de esquerda do século passado.

Para Farias, Bittar joga sua biografia “na lata do lixo” ao criticar uma corrente política da qual ele fez parte e defendeu até recentemente. “O Márcio agora está seguindo o líder maior dele, o ex-presidente Fernando Henrique, que também optou por se desfazer de todas as suas convicções políticas na esquerda”, afirma ele.

O dirigente comunista considerou o artigo “fora de propósito” e que teria “vergonha em assiná-lo”. Farias disse ter ficado espantado por Márcio escrever este artigo por sua história de militância no extinto PCB (Partido Comunista Brasileiro), também conhecido por “partidão”.

“Depois o PCB virou o PPS, partido do qual o Márcio foi deputado e dirigente por 10 anos no Acre. É estranho ver o Márcio que foi estudar na União Soviética agora ter esta postura”, completou ele.

“Das duas uma: ou ele não sabia nada do que estava fazendo quando jovem ou agora decidiu ser oportunista para poder se posicionar bem na sociedade, o que é até contraditório por ele ser presidente do partido da social-democracia, uma corrente do campo socialista”, comenta o comunista.

Procurado, Márcio Bittar disse que o artigo não é uma negação ao seu passado político, mas uma forma de mostrar que o “mesmo modelo adotado por regimes de esquerda é o que hoje o PT tenta implantar no Brasil e no Acre”.

“O aparelhamento do Estado pelo partido, os principais meios de geração de riqueza nas mãos do Estado, o sufocamento aos empresários, tudo isso adotado por Stalin na União Soviética e por Fidel Castro em Cuba é o que os petistas querem fazer em nosso país”, diz o tucano.

“Eu fui comunista, mas não posso tampar meus olhos para as atrocidades cometidas por estas ditaduras. Não posso ignorar a declaração de Che Guevara na ONU de que mataria todos os oponentes da Revolução Cubana”, afirma.
    
Leia o artigo de Márcio Bittar

Hitler, Mussolini e Hirohito, o Imperador japonês, perderam a Segunda Grande Guerra Mundial. Nazistas e fascistas foram julgados e suas patológicas ideologias banidas, restando caricaturas fragmentadas nos dias de hoje. Infelizmente, Stalin, o sanguinário ditador soviético, aliado de primeira hora dos nazistas e fascistas, não teve o mesmo destino; sua ideologia se espalhou dominando parte significativa do mundo.
 
A ideologia disseminada por Karl Marx e outros teóricos foi bem sucedida em domar milhões de seres humanos, fazê-los embarcar em falsificações históricas repetidas ad nauseam em sindicatos, partidos, praças, escolas, jornais e igrejas. Hoje, os socialistas não mais pegam em armas para assaltar o poder. Fazem a revolução na cabeça das pessoas, solapam as democracias por dentro. O novo estratagema foi elaborado pelo comunista italiano Antonio Gramsci ao escrever suas receitas revolucionárias no cárcere.
 
Mesmo após a queda do muro de Berlim e a derrocada econômica e moral da cortina de ferro, o socialismo vive e se expande utilizando o estratagema de Gramsci. Os mestres da propaganda até inventaram um socialismo bonzinho, que prega igualdade. Com desfaçatez, esquecem os milhões de mortos, os extermínios, revisam a historia e se reinventam.
 
Jovens latino-americanos desavisados vestem camisetas com estampas de rostos de revolucionários socialistas responsáveis por assassinatos a sangue frio. O mais famoso deles é figura carimbada. Che Guevara, o mesmo que disse em Assembleia Geral da ONU, em 9 de dezembro de 1964: “Execuções? É claro que executamos! E continuaremos executando enquanto for necessário! Essa é uma guerra de morte contra os inimigos da revolução!”.
 
Quantos jovens brasileiros embarcaram na loucura e foram as vias de fato no Brasil dos anos 60 e 70? Quantos perderam sua juventude e vigor para implantar o socialismo que acreditavam ser o portador da verdade histórica? Quantos não jogaram bombas, assaltaram bancos e sequestraram pessoas em nome da ditadura do proletariado? Certamente, muitos.
 
Nos anos 80 e 90, facções socialistas e comunistas formaram o Partido dos Trabalhadores, o PT. O partido inventou que tinha o monopólio da ética na política e passou a caçar com difamações todos os adversários, considerados por eles como inimigos. O espírito autoritário é parte da natureza dos socialistas e consequentemente do PT. São herdeiros de Stalin, de Fidel Castro, de Che Guevara, de Mao Tsé-Tung e de tantos outros responsáveis por atrocidades em seus países e pela expansão mundialista do mal.
 
Em 1990, o PT, representado pelo ex-presidente Lula e em parceria com Fidel Castro, montou o Foro de São Paulo. Estava inaugurada a instituição que iria estabelecer as estratégias de expansão do socialismo na América Latina. Partidos, movimentos sociais e movimentos terroristas revolucionários da América Latina e do Caribe passaram a se reunir no afã de implantar o socialismo em todas as Américas. Atualmente, participam dos encontros do Foro mais de cem instituições, a última reunião se deu em São Paulo, nesse ano. São 16 países governados por membros do Foro de São Paulo. Vivem o novo socialismo, igual ao velho em essência.
 
O enredo e o desenrolar dessa novela pode ser visto retroativamente no Acre. O Estado vive seu calvário socialista desde 1999. E o receituário é idêntico ao velho: perseguição brutal aos opositores, aumento progressivo de impostos sufocando a iniciativa de empresários, desrespeito à propriedade privada, populismo e assistencialismo, controle de todos os meios de comunicação, sujeição dos políticos de pensamento contrário, aparelhamento partidário dos órgãos governamentais, propaganda baseada em falsidades, desrespeito e desmoralização de representantes do Judiciário e imposição do medo a todos que se atrevem a contestá-los. Lamentavelmente, não há nessas palavras nenhum exagero.
 
Acredito que a esperança sempre vence o medo. Em 2014, o povo brasileiro e acreano terão, novamente,  nova chance de dizer não ao medo, à opressão e à derrocada econômica. As armas para derrotar o socialismo tupiniquim, no país e no Acre, serão a verdade e o voto. Com elas será retomado o caminho da democracia, do progresso e da liberdade.

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