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Livro aponta fragilidades em Democracia no Acre

Israel: Democracia como igualdade econômica e social

Israel Souza é professor e pesquisador pela Uninorte e lança nesta sexta-feira, 26, às 19 horas, no auditório da Adufac, o livro Democracia no Acre – Notícias de uma Ausência.

Na primeira parte do livro, intitulada “Cristianismo e Política”, Israel faz uma análise política da relação dos protestantes e da Igreja Católica ao longo de quase um século. A segunda parte do livro trata da construção de um ambiente democrático na história recente do Acre.

Segundo o autor, a ideia da pesquisa é compreender o atual cenário político no Estado, além de levar o leitor ao questionamento sobre “o que é Democracia?” e se vivenciamos isso.

“Senti necessidade de partilhar meu conhecimento com aqueles que estão fora das universidades. E comecei a escrever no blog Insurgente Coletivo, escrevendo sobre a política no Acre de forma mais simples”.

Ele disse ainda que a definição de democracia é algo muito abrangente e vai além do que a maioria das pessoas define como sendo um sistema em que a população escolhe seus representantes pela eleição.

“Além dessa dimensão mais especificamente política, democracia de acordo com os clássicos Aristóteles, Russol, Alexídio e uma série de outros autores que trabalham com essa ideia, Democracia é um direito político da população, mas também é uma igualdade econômica e social. Ora, se eu tomar a Democracia apenas como o elemento do voto, vamos chegar à conclusão que a maioria dos países hoje no mundo são democráticos. Se eu, porém, considerar essa dimensão econômica e social e uma certa igualdade da população vamos chegar a uma conclusão bastante diversa”, pontuou Israel.

Para tais afirmações, o professor, além de autores, tomou como base resultados e pesquisas divulgadas pelo Censo Demográfico 2010. Segundo o Censo, em 2010, 66,2% dos domicílios do Acre recebiam até um salário mínimo. Em um levantamento publicado em 2012, Rio Branco ficou em penúltimo lugar de inclusão social.

“Quanto ao ponto mais elementar do voto, eu tomo em consideração o que aconteceu com a escolha do nosso horário oficial, quando o senador Tião Viana [em 2008] mudou o horário e não consultou a população. Depois, a população foi chamada para decidir em referendo se o horário continuava como senador decidiu ou voltava ao antigo”, lembra.

Apesar do povo ter feito uma escolha, o referendo demorou bastante até ser aprovado e feito valer o voto do população. “Mesmo este elemento mínimo da Democracia, que é a vontade da maioria por meio do voto, não foi respeitado no Acre. Se eu levar em consideração os elementos econômicos e sociais então, eu confirmo esta hipótese que Democracia no Acre brilha pela sua ausência”, finalizou.

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