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Marina força mudança em militância petista do Acre

Marina provoca mudanças em cenários políticos

O desempenho da candidata do PSB à presidência Marina Silva na última pesquisa Ibope e também no debate realizada na terça-feira à noite na Band deve forçar uma mudança de estratégia na militância petista do Acre.

Nos bastidores, havia um sentimento de que Dilma ganharia no Acre com o candidato à reeleição e cabo eleitoral nº 1, Tião Viana, no comando das articulações. Mas, a pesquisa Ibope, que coloca Marina em segundo lugar com chances de vencer a disputa no segundo turno, é o novo peso nos ombros dos petistas acrianos. O senador acriano Jorge Viana disse recentemente que “o PSDB acendeu a luz vermelha e o PT precisa acender a luz amarela”, referindo-se ao PT Nacional. Mas, depois do desempenho de Marina registrado ontem pelo Ibope, o raciocínio do parlamentar petista cabe nos ombros dos colegas do Acre.

O fato de o PSB acriano ter montado palanque próprio para presidência desenha outro complicador e põe em relevo alguém que sempre esteve com discrição calculada na cena política. O Partido Socialista Brasileiro compõe a Frente Popular do Acre. Quanto a isso não se tem a mínima dúvida.

Essa composição cristalizada valoriza a figura do candidato à Câmara Federal pelo PSB, o vice-governador, César Messias: uma liderança fiel ao projeto de poder da FPA e com interlocução em extremos estratégicos do contexto político regional.

Messias é, mais do que nunca, o ponto de equilíbrio em duas frentes: com o PSB nacional e Marina, além de amenizar (como sempre tem feito) as arestas nos bastidores da política do Juruá com o Palácio Rio Branco.

Assessores palacianos já dão como certa a não vinda da candidata Marina. “Ela não terá tempo”, argumentam. Do ponto de vista simbólico, é possível que o marido de Marina cumpra essa missão: reforçar os compromissos divulgados em sua carta de exoneração para os ex-colegas de governo.

Fábio Vaz é um gestor público como poucos e, politicamente, um “homem de bastidores”. Caso efetive a sua vinda ao Acre terá à sua frente boa parte dos amigos compreendendo sua missão e torcendo para que a esposa e candidata perca. Sobretudo aqui no Acre. Coisas da política.

O presidente do PT no Acre, Ermício Sena, é cuidadoso ao discordar da análise. “Já temos uma estratégia em relação à candidata e companheira Dilma e vamos mantê-la”, rebateu. “Isso deve ter muito mais impacto na oposição do que no PT”, avalia Sena, sobre o desempenho da ex-colega de partido Marina Silva. 

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