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Mesa Diretora inicia processo de cassação de Juruna

Decisão do TJ acabou pressionando direção da Câmara

A Mesa Diretora da Câmara de Rio Branco finalmente decidiu enviar para Comissão de Ética o pedido de cassação do vereador José Carlos Juruna (PSL). Aproveitando que o Tribunal de Justiça não acatou um embargo declaratório do parlamentar, que pode levá-lo para o presídio da Capital a qualquer momento, o presidente da Mesa Diretora, Manoel Marcos enviou de ofício o documento que abre o procedimento de investigação da Comissão de Ética.

O pedido será direcionado ao colega de partido de Juruna, o vereador Emerson Jarude que é o presidente da comissão. Assim que receber o documento da Mesa Diretora, deverá escolher um relator.

Mesmo colegas de partido, Jarude avisa que o julgamento vai seguir os trâmites determinados em lei e no regimento da Casa. “O fato de ser do mesmo partido não muda as regras. É preciso seguir a legislação, inclusive dando prazo de defesa para o vereador”, esclareceu.

O vereador Juruna foi condenado a 9 anos e meio de prisão em regime fechado. Foi apontado pela polícia como responsável pela negociação de boxes no Camelódromo da Capital. Ele usava o poder que tinha como presidente do Sindicato dos Camelôs para receber parte do dinheiro da venda dos boxes.

O preside da Mesa Diretora explicou por que demorou a enviar o pedido à Comissão de Ética. Segundo Manuel Marcos, a Câmara estava esperando o julgamento do recurso do parlamentar.

Como foi negado pela Justiça, argumenta Marcos, agora haverá o julgamento por quebra de decoro. “Obedecemos todos os ritos”, justifica. “Agora vamos dar 90 dias para que Juruna possa se defender e enquanto isso ele vai tentando com outros recursos, na Justiça, mudar a sua pena”, disse.

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