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Multas inviabilizam agricultura, dizem produtores

Imac diz que valores obedecem à legislação federal

Uma análise do Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac) mostra que aumentou o número de derrubadas na região do Alto e Baixo Acre. O corte da vegetação é um claro sinal que não serão poucas as queimadas deste ano.

O Imac aumentou a fiscalização e vem multando pesado quem coloca fogo ou desmata. A ação de governo vem trazendo um prejuízo aos pequenos produtores.

Segundo o Sindicato dos Extrativistas de Rio Branco, o governo está aplicando as sanções, mas não oferece alternativas aos produtores. Sem ter condições de recuperar a terra para o plantio, só resta a cultura de queimar.

Para os pequenos não existe o programa de mecanização agrícola e não recebem assistência técnica. No final só vem a punição. E as máquinas do governo só servem para ajudar os grandes produtores.

Outro problema é o valor das multas. Muitas ultrapassam os R$ 100 mil. Um valor impossível de ser pago. As multas, muitas vezes, chegam a ultrapassar o valor da propriedade. Mesmo que o dono resolva vender o imóvel, não seria possível sanar a dívida.

Quando é multado, o produtor entra num cadastro de embargo da propriedade. Os frigoríficos são proibidos de comprar gado dessas áreas e os bancos cortam as linhas de financiamento.

O diretor do Imac, Paulo Viana, informou que os valores obedecem uma lei federal. Para desmate ilegal e queima, o valor aplicado varia de R$ 1 mil a R$ 5 mil por hectare.

O presidente da Associação de Produtores do Ramal do Km 86 da Transacreana, Liberato Araújo informou que, por causa das multas, muita gente abriu mão de plantar. Não tem como preparar a terra e com a multa ele não tem como conseguir manter a propriedades.

A secretaria de Estado de Agropecuária informou que existe um programa de mecanização. Cabe ao produtor buscar informações.

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